Dezenas de veículos, incluindo viaturas do Sistema Socieoeducativo de Mato Grosso participaram do cortejo que levou o caixão como o corpo do servidor Alexandre Miyagawa de Barros, de 41 anos, conhecido como Japão, para sepultamento em um cemitério de Cuiabá. Ele foi morto a tiros na noite da última sexta-feira (1º), efetuados pelo vereador Marcos Paccola (Republicanos), que também é tenente-coronel da reserva, da Polícia Militar.
Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra que amigos, familiares e colegas de trabalho do servidor do Sistema Socioeducativo fizeram uma homenagem para ele enquanto os veículos seguiam o carro funerário transportando o caixão.
A gravação mostra dezenas de carros seguindo o cortejo pela Avenida Fernando Corrêa da Costa, rumo à região do Coxipó, ao som de uma canção Estrelinha, da dupla Di Paullo & Paulinho com participação de Marília Mendonça.
A canção usada na homenagem fala exatamente sobre a saudade que fica quando uma pessoa querida morre. O vídeo também traz fixada na tela a mensagem: “Descanse em paz, Japão”.
A morte do servidor ainda está repleta de mistério, versões controversas e acusações que ainda serão investigadas pela Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O homicídio foi registrado no bairro Quilombo, regiçao nobre de Cuiabá, em uma rua atrás do Restaurante Choppão.
Alexandre e a namorada, Janaina Sa, estavam em um veículo que cruzou uma avenida em alta velocidade e adentrou na contramão por uma rua, onde logo mais à frente parou e ambos desceram. O vereador Marco Paccola alega que passava pela região e percebeu um tumulto, onde segundo ele, o servidor Alexandre Miyagawa estaria armado e apontando para a namorada dele.
Paccola alega que deu ordem para que abaixasse a arma e teria sido ignorado já que o servidor teria feito menção de se virar com a arma contra ele. Nesse contexto, o parlamentar sustenta que atirou contra Japão em “defesa legítima própria e de terceiros”.
Já a namorada da vítima, Janaina Sa, gravou uma série de vídeos desmentindo a versão do vereador. Ela disse que era ela quem dirigia o carro e passou apressada para fazer xixi. Segundo a mulher, o namorado não estava brigando com ela muito menos apontando qualquer arma para ela.
Janaina denunciou que o vereador Paccola chegou e executou o namorado dela com quatro tiros sem dar qualquer “ordem de prisão” ou determinação para que Alexandre largasse a arma que ele, de fato, carregava consigo. As investigações da DHPP ainda estão no início. O vereador foi interrogado por cerca de quatro horas na madrugada de sábado, poucas horas depois do homicídio, e depois foi liberado.
FONTE: Folha Max





