segunda-feira, setembro 28, 2026

Defesa de Flordelis pede exumação de corpo de Anderson do Carmo, mas juíza nega

Defesa de Flordelis pede exumação de corpo de Anderson do


Pedido foi feito durante sessão nesta quinta-feira (10) para investigar a hipótese de o pastor ter sido envenenado e descartar a o crime de homicídio tentado. Defesa diz que vai tentar novamente com o júri. Flordelis durante no primeiro dia de julgamento
Brunno Dantas/TJRJ
A defesa de Flordelis pediu nesta quinta-feira (10) para que o corpo do pastor Anderson do Carmo fosse exumado.
A solicitação veio após longa explanação do perito Sami El Jundi, convocado como testemunha técnica da ex-deputada federal, sobre envenamento por arsênio e cianeto – que apareceram durante a investigação como sendo usados para envenenar o marido de Flordelis.
Sami também atua como perito contratado de Dr. Jairinho no caso Henry Borel.
Flordelis é acusada da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, assassinado no dia 16 de junho de 2019. Também estão sendo julgados por envolvimento no assassinato a filha biológica de Flordelis Simone dos Santos, a neta Rayane dos Santos e os filhos adotivos André Luiz e Marzy Teixeira.
Sami El Jundi explicou sobre os sintomas que os venenos provocam e quanto tempo costumam permanecer no corpo mesmo depois da morte. Essa, aliás, foi uma pergunta que um jurado direcionou para que a juíza fizesse ao perito.
“Cianeto é eliminado quase que imediatamente do organismo. Mas o arsênio deposita. Sobre o tempo em que pode ser percebido em um corpo depende do que é analisado: tecidos moles, sangue, urina, unha ou cabelos. Em estruturas com queratina, como unhas e cabelos, pode permanecer por anos”, explicou.
Anderson do Carmo: ele teria sido envenenado
Reprodução
Ao final da explanação, o advogado Rodrigo Faucz solicitou a exumação do corpo de Anderson do Carmo para pesquisa de suposto envenenamento. A ideia era afastar a acusação de homicídio tentado. No entanto, o pedido foi negado pela juíza Nearis Arce.
“Ela indeferiu infelizmente, mas vou fazer novo pedido aos jurados durante a minha sustentação. Tenho essa prerrogativa”, disse Faucz ao g1.
Rodrigo Faucz
Tomaz Silva/Agência Brasil
Crime com conotação sexual
Antes da questão do veneno, Sami analisou outros pontos do laudo da necropsia, como a quantidade de tiros, que questionou serem 30, uma vez que o documento não apontava o que era entrada ou saída de projétil.
Também falou sobre o fato de Anderson do Carmo ter recebido vários tiros na região genital, e se isso teria conotação sexual.
“Metade dos tiros foi dada abaixo da linha da cintura, tinha um alvo especifico. Tinha um objetivo de destruir o que estava ali, indicando natureza sexual, sim. Raiva e destruir o que estava ali”, respondeu Sami.
Durante sua análise, André Luiz, um dos réus, cobriu o rosto para não olhar. Com a continuação, do depoimento, começou a chorar e deixou o plenário para a sala de apoio aos réus, onde Flordelis permanecia desde o depoimento de Siro Darlan.
Flordelis: preferidos e preteridos
Brunno Dantas/TJRJ
Outras testemunhas
Desde o início do júri popular, na segunda-feira (7), este foi o dia em que mais testemunhas depuseram.
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O dia começou com duas testemunhas de acusação depondo e finalizando as testemunhas do Ministério Público. A primeira a sentar para depor foi Roberta dos Santos – filha registrada por Flordelis e Anderson. Ela foi categórica em dizer que a mãe tinha envolvimento com a morte do pai.
Depois, foi a vez de Rebeca Vitória Silva, neta de Flordelis e filha de Carlos Ubiraci, filho de Flor e já julgado no mesmo processo.
O fim da manhã teve ainda o depoimento de Tayane Dias, filha afetiva da ex-parlamentar, e Érica dos Santos de Souza, filha adotiva de Flordelis.
Os depoimentos da tarde começaram com o médico Diogo Bagano Diniz Gomes, médico oncologista que atendeu a ré Simone Santos no Hospital Albert Einstein, e o desembargador Siro Darlan contou como conheceu Flordelis. O dia terminou com as análises des Sami El Jundi.
Além da ex-parlamentar, outros quatros réus estão sendo julgados: a filha biológica de Flordelis Simone dos Santos, a neta Rayane dos Santos e os filhos adotivos André Luiz e Marzy Teixeira.
A morte de Anderson do Carmo ocorreu na noite de 16 de junho de 2019. O pastor foi morto, com mais de 30 tiros, na garagem da casa onde morava com a família, em Pendotiba, Niterói.

FONTE: Lapada Lapada

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