sábado, agosto 30, 2025

Engenheira critica PC e revela que deputado tenta ‘acordo’ em MT

 

O advogado Francisco Faiad revelou que o deputado federal Neri Geller (PP-MT) tentou realizar um “acordo” para encerrar um inquérito em que é acusado de “forçar” o aborto de sua ex-namorada, a engenheira ambiental Nilza Ramos Pires. Na última quarta-feira (30 de novembro), FOLHAMAX publicou uma matéria sobre uma condenação de 1 mês e 22 dias de prisão, pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, contra Nilza Ramos Pires.

Ela teria ameaçado de morte em 2017 uma pedagoga, que seria sua ex-namorada, motivando o processo que a condenou. Nilza Ramos Pires ganhou as manchetes dos meios de comunicação mato-grossenses ao ser acusada pelo próprio Neri Geller de “chantagem”, tendo em vista que o relacionamento com o parlamentar fez com que ela ficasse grávida.

Geller sugeriu que estaria sendo “vítima” do chamado “Golpe da Barriga”. Ao relatar a condenação por ameaça sofrida pela engenheira, FOLHAMAX relembrou a disputa entre ela e Neri Geller, fazendo com que o advogado da especialista ambiental enviasse uma nota à redação.

No texto, Faiad revela que o parlamentar tentou realizar um acordo com a ex-namorada para encerrar um inquérito que tramita desde 2021 na Delegacia da Mulher de Cuiabá. As investigações apuram a suposta “coação” de Geller para a realização do aborto.

A engenheira, entretanto, não teria aceitado a proposta do parlamentar. “A mencionada engenheira jamais pretendeu ‘dar golpe da barriga’ no deputado. Ao contrário, a engenheira era namorada de Neri Geller e ficou grávida durante o relacionamento, sendo o deputado a induziu e coagiu a praticar o aborto, o que é matéria de inquérito policial em tramitação na Delegacia da Mulher de Cuiabá, além de denúncia ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Inclusive, tem o deputado buscado a engenheira para realização de um acordo, o que não foi aceito pela mesma”, diz trecho da nota.

O advogado também acusa Neri Geller de estar “acompanhando a vida cotidiana” da ex-namorada com a intenção de “ameaçar e buscar calar” Nilza Ramos Pires. “Impressiona a engenheira o fato de o deputado estar acompanhando sua vida cotidiana e diária, inclusive processos em que não faz parte, apenas com intuito de ameaçar e buscar calar a engenheira quanto a situação que os envolveu, sendo que a mesma está a buscar, há meses, guarida para a ofensa física e psicológica que sofrera, sentindo-se extremamente injustiçada pela infundada morosidade na tramitação de suas denúncias”, relata a nota.

Francisco Faiad também comentou o caso de ameaça contra a pedagoga, dizendo que a engenheira irá recorrer da decisão do Poder Judiciário de Mato Grosso que a condenou na última quarta-feira.

ABORTO FORÇADO

Segundo a denúncia, Nilza passou a receber ameaças de duas mulheres depois de revelar a gravidez a Neri Geller. Uma delas seria “noiva” do deputado federal cassado, que na ocasião estava em processo de divórcio de sua esposa.

Mesmo sendo ouvida pela Delegacia da Mulher, as investigações não tiveram andamento, relatou a engenheira ambiental. Neri Geller, por outro lado, acusa a mulher de extorsão. Segundo o deputado federal, ele teria saído apenas uma vez com a mulher, passando a ser ameaçado em seguida.

A engenheira, por sua vez, conta que o relacionamento com o parlamentar teria durado dez meses. A trama sórdida, segundo o parlamentar, ainda envolveria sua ex-esposa e o ex-marido de sua atual companheira.

NOTA A IMPRENSA

Veiculou-se neste dia 01 de dezembro noticia informando que https://www.folhamax.com/cidades/apos-tentar-golpe-da-barriga-em-deputado-engenheira-e-condenada-por-ameacar-namorada/376277. Tal notícia não condiz com a verdade.

A uma, porque a mencionada engenheira jamais pretendeu “dar golpe da barriga” no deputado. Ao contrário, a engenheira era namorada de Neri Geller e ficou grávida durante o relacionamento, sendo o deputado a induziu e coagiu a praticar o aborto, o que é matéria de inquérito policial em tramitação na Delegacia da Mulher de Cuiabá, além de denuncia ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Inclusive, tem o deputado buscado a engenheira para realização de um acordo, o que não foi aceito pela mesma. A duas, porque a mencionada condenação em um mês de detenção ainda não transitou em julgado estando em fase ainda de análise e julgamento, sendo que a engenheira pretende escoar todos os prazos e procedimentos possíveis e existentes no direito brasileiro para demonstrar sua absolvição, já que os fatos mencionados na ação nunca ocorreram.

Impressiona a engenheira o fato de o deputado estar acompanhando sua vida cotidiana e diária, inclusive processos em que não faz parte, apenas com intuito de ameaçar e buscar calar a engenheira quanto a situação que os envolveu, sendo que a mesma está a buscar, há meses, guarida para a ofensa física e psicológica que sofrera, sentindo-se extremamente injustiçada pela infundada morosidade na tramitação de suas denuncias.

Atenciosamente

FRANCISCO ANIS FAIAD

Advogado

FONTE: Folha Max

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