sexta-feira, agosto 29, 2025

Seis ministros estariam definidos por Lula; outros 13 devem dar resposta até o fim de semana

Leonardo Ribbeiro

CNN Brasil

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o convite e recebeu sinal positivo de ao menos seis nomes que deverão compor o time de auxiliares do primeiro escalão do governo federal a partir de 1° de janeiro de 2023.

A CNN conversou com dois integrantes dessa futura equipe, que disseram sim ao presidente eleito, e que confirmaram a informação sobre os escolhidos até o momento.

Políticos que fazem parte desta primeira leva confirmaram que Fernando Haddad (PT) é o ministro de Lula para a Economia. Segundo eles, apesar da divisão da pasta em três ministérios, esse será o nome da antiga Fazenda.

À CNN, eles confirmaram que Aloizio Mercadante (PT) fica responsável pelo acompanhamento dos programas de governo, ao chefiar a Casa Civil da Presidência da República. A pasta, hoje com superpoderes por ter acumulado também parte do papel de articulação política.

Pelo planejamento no novo governo, a pasta perderá funções e será focada em resultados macros e na relação interministerial.

O ex-deputado Floriano Pesaro (PSDB) é o nome escolhido para ser o responsável pela parte administrativa do Palácio do Planalto, ou seja, Secretaria-geral da Presidência da República, que tem status de ministérios. Envolve recursos humanos, pareceres técnicos e jurídicos, tecnologia e publicações no Diário Oficial.

Num outro Palácio, o senador eleito Flávio Dino (PSB) é o nome para comandar a pasta da Justiça e da Segurança Pública. Lula teria decidido que a divisão dos temas pode ocorrer, mas somente no futuro.

Na Defesa, o ministro definido por Lula é José Múcio Monteiro (PTB). Depois de duas semanas de conversas, que incluíram sondagens com militares da ativa e da reserva, o ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) aceitou a função. E deve ser o primeiro a ser anunciado.

Outro posto definido é o do senador Jaques Vagner (PT). Coringa para estar no Planalto ou até mesmo na pasta da Defesa, o aliado de Lula deve assumir o Ministério das Relações Exteriores, mas com uma atribuição a mais: deverá ser o representante internacional do Brasil para Políticas Climáticas, função semelhante a exercita por chanceleres europeus. Wagner conhece bem o assunto. Foi um dos responsáveis em elaborar o discurso de Lula na COP-27.

Mais ministros

Interlocutores do presidente eleito também confirmam que Lula tem em mãos mais 13 nomes de possíveis ministeriáveis.

Segundo apurou a CNN, todos já foram consultados. Mas ficaram de dar resposta até o fim de semana, após consulta a bases e aos partidos de que fazem parte. Há acasos também de convites feitos para pastas que não eram prioridade para o indicado.

Na lista estão: a deputada federal eleita Marina Silva (REDE), o senador Carlos Fávaro (PSD), a senadora Simone Tebet (MDB), o senador Alexandre Silveira (PSD), o ex-governador de SP Márcio França (PSB), o deputado Reginaldo Lopes (PT), o vereador de Araraquara Rafael Angeli (PSDB), o deputado estadual por Minas Gerais André Quintão (PT), a deputada federal por Pernambuco Marília Arraes (Solidariedade), o deputado federal pelo Pará José Priante (MDB), além de Germano Rigotto (MDB), Márcio Pochmann (PT) e Nísia Trindade.

Lula promete anunciar os primeiros nomes a partir do dia 12, após a diplomação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas chegou a sinalizar que o ministro da Defesa pode ser divulgado antes devido à crise no Peru.

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FONTE: SEMANA7

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