Diretor do DAE descarta privatizar gua em VG; prefeito busca recursos para obras

 

Diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG), Carlos Alberto Simões de Arruda, é contra a privatização da autarquia. Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, ele defendeu uma Parceria-Público-Privada (PPP), mas desde que o comando seja do Município. 

A falta de água é o calcanhar de aquiles de todo o prefeito da Cidade Industrial, que sofre com o problema há décadas, situaççao que não é diferente com o atuarl chefe do Paço Couto Magalhães, Kalil Baracat (MDB). No entanto, no último domingo (4) a situação se tornou insustentável para moradores de vários bairros que atearam fogo em pneus em plena luz do dia na Avenida Fillinto Muller. 

 

Simões explica que o desabastecimento ocorre no sistema 2, na Estação de Tratamento e Esgoto Júlio Campos, onde mesmo tendo a capacidade de tratar 400 litros de água por segundo, não é suficiente para atender a demanda. Por causa disso, Kallil foi a Brasília tentar recursos para solucionar o problema, ao lado do senador Jayme Campos (União).

“Por isso que o prefeito está executando uma obra na Barra do Parí, junto ao Governo do Estado e com o apoio da bancada federal, estadual e Câmara Municipal para poder atender essa demanda. A Água produzida hoje é insuficiente para atender todos os bairros daquela região da forma que precisa”, explicou o diretor do DAE-VG na entrevista da última quarta-feira (7).

Mas para que o abastecimento seja suficiente, o diretor acredita que seja necessário fazer um controle de consumo por meio de hidrômetros, uma vez que o volume de água produzido, segundo ele,  seria suficiente para abastecer, mas boa parte acaba desperdiçada.

“O volume de agua produzido hoje já é suficiente para abastecer. O problema é que nós temos muitas perdas, tem muita gente que faz parte do consumo de agua e que não faz parte do cadastro do DAE, ou seja são ligações clandestinas. O freio pra isso são hidrômetros para ele poder controlar o uso disso. A privatização é uma oportunidade. Eu particularmente acho que a concessão para uma empresa pública ou pública privada seria o caminho. Porque eu acho que o comando deve ser do município. Do jeito que está muito pouco pode ser feito”, argumentou Carlos Alberto. 

Além disso, segundo o gestor, as construções de mais duas unidades de tratamento estão em execução, sendo a ETA Barra do Pari que já está com 53% de execução e a ETA Imigrantes que irão suprir a demanda. Todavia, para que isso ocorra é preciso que Várzea Grande invista em encanação e saneamento básico em todos os bairros e conforme Simões foi isso que o prefeito foi buscar em Brasília. 

“A solução por completo não se dará com essas duas estações porque muito trabalho tem que ser feito, como a criança de rede de abastecimento. Hoje ele está em Brasília assegurando R$ 83 milhões para fazer o termino da ETA da Barra do Parí e mais R$ 85 milhões que serão usados para fazer adutoras ao longo de toda a Várzea Grande, seis grandes reservatórios que serão construídos com recursos do antigo PAC [Programa de Aceleração e Crescimento]”, concluiu. 

FONTE: Folha Max

comando

Sair da versão mobile