sábado, agosto 30, 2025

'A população de rua é o principal problema hoje do Rio', diz Paes, que reavalia a internação compulsória de dependentes químicos


Medida foi empregada pelo prefeito em sua primeira gestão (2009-2012) e foi suspensa após críticas de especialistas e ação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Pessoas em situação de rua usam drogas no entorno do Maracanã
Marcos Serra Lima/g1
O prefeito Eduardo Paes (PSD) disse considerar que a população de rua é o principal problema da cidade do Rio hoje e que avalia voltar com a política de internação compulsória para dependentes químicos – como forma de evitar a formação de cracolândias na cidade.
“A população de rua é hoje o maior problema do Rio de Janeiro. Estamos avaliando as questões legais para a adoção dessa prática [da internação]”, disse o prefeito durante um encontro com jornalistas, na terça-feira (27), no Palácio da Cidade, em Botafogo.
A internação compulsória foi empregada por Paes em sua primeira gestão, entre os anos de 2009 e 2012, e coordenada pelo então secretário municipal de Assistência Social, Rodrigo Bethlem. Hoje, os dois são desafetos políticos. A medida foi interrompida após diversas críticas e brigas judiciais.
Em 2019, então prefeito Marcelo Crivella assinou um decreto que regulamentava a prática, após o governo federal sancionar uma lei que permitia a internação, sem consentimento, de dependentes químicos sem a necessidade de autorização judicial.
Obras da Avenida Brasil paradas por conta de roubos
O prefeito também comentou e criticou o aumento de furtos de cabos na cidade. “Nunca vi coisa igual na questão de roubos de cabos. É surreal”, informou.
O chefe do executivo municipal destacou que um dos pontos considerados mais críticos pelo município na questão de furtos são das estações do futuro BRT Transbrasil, que estão localizadas na Avenida Brasil.
Obras do BRT Transbrasil estão paradas
Reprodução / Tv Globo
Paes informou que, por conta disso, decidiu adiar a entrega das estações do corredor até às vésperas da inauguração do futuro Terminal Gentileza, no Caju, na Zona Portuária do Rio, que fará a integração com as linhas de ônibus urbanas e o VLT, previsto para o fim de 2023.
Um dos motivos para o adiamento é que esses espaços se transformaram em abrigos para pessoas em situação de ruas.
“As estações da Transbrasil não estão prontas porque (eles) roubam (tudo). (Por conta disso) mandei parar de fazer. Só vamos acabar de fazer quando o ônibus estiver lá, porque eles roubam ou vão morar lá. Eles roubam a porta inteira”, afirmou Eduardo Paes.
O prefeito ainda fez questão de criticar a atuação da Polícia Civil, que segundo ele não estaria investigando as pessoas que receptam material roubado da prefeitura.
“O que fazemos é dar pancada em ferro velho. E tem uma coisa que é Polícia Civil. Isso é inteligência. Tem atacadista, não é varejo. Infelizmente, já conversei com o governador várias vezes (sobre essa situação). É uma loucura”, disse.
Uma tonelada de cobre sem comprovação de procedência é apreendido em ferros-velhos do Rio
Divulgação/Polícia Civil

FONTE: Lapada Lapada

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