sábado, agosto 30, 2025

O dia em que bolsonaristas invadiram o Congresso, o Planalto e o STF; como isso aconteceu e quais as consequências


Veja ponto a ponto como foi a invasão e quais as consequências e os crimes que foram cometidos. Lula decretou intervenção federal na segurança do Distrito Federal após ataques terroristas. Terroristas bolsonaristas invadiram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, neste domingo (8). Veja ponto a ponto:
O que aconteceu?
O que a polícia fez?
A invasão será investigada?
Haverá reforço na segurança?
Quais os crimes cometidos?
O que disseram as autoridades?
O que aconteceu?
O movimento golpista que ocorre há semanas em Brasília foi reforçado por cem ônibus que chegaram com cerca de 4 mil pessoas no fim de semana, com ações combinadas por meio das redes sociais.
Apesar disso, a Polícia Militar do Distrito Federal mantinha poucos homens na Esplanada dos Ministérios, que tentaram conter os bolsonaristas com uso de spray de pimenta. Os participantes de atos antidemocráticos estavam com pedaços de paus e pedras.
Após furar o bloqueio com facilidade, eles foram em direção aos prédios dos três poderes, onde começaram os atos terroristas.
O que a polícia fez?
Além dos sprays de pimenta, policiais usaram bombas de efeito moral na tentativa de conter os participantes do ato antidemocrático. Alguns policiais foram agredidos.
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, anunciou a demissão de Anderson Torres, secretário de Segurança, ex-ministro e aliado de Bolsonaro.
Um grupo de cerca de dez policiais militares do DF foi filmado conversando com bolsonaristas e registrando imagens da invasão ao Congresso Nacional em seus celulares.
Policiais são flagrados tirando fotos bolsonaristas durante invasão ao Congresso
A invasão será investigada?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que todas as pessoas serão encontradas e punidas. “Vamos descobrir quem são os financiadores”, comentou. O presidente decretou intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal. “Se houve omissão de alguém do governo federal que facilitou isso, também será punido”, completou. Lula disse ainda que houve “incompetência, má-fé ou maldade” das forças de segurança do Distrito Federal.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao Ministério Público Federal no Distrito Federal a abertura de uma investigação para responsabilizar os envolvidos nas invasões às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Em nota, a PGR informou que Aras “monitora e acompanha com preocupação os atos de vandalismo a edifícios públicos”. “Aras mantém contato permanente com as autoridades e tem adotado as iniciativas que competem à instituição para impedir a sequência de atos de violência.”
Haverá reforço na segurança?
Lula decretou intervenção federal na segurança do Distrito Federal e nomeou Ricardo Garcia Cappelli como responsável pela segurança pública na capital. Cappelli é secretário-executivo do Ministério da Justiça, braço direito do ministro Flávio Dino. A intervenção está prevista para durar até o dia 31 de janeiro.
Quais os crimes cometidos?
Os golpistas depredaram o patrimônio público, quebraram vidraças e destruíram documentos e obras de arte. Os responsáveis podem responder, em tese, por crimes como:
Dano ao patrimônio público da União – crime qualificado. Pena – detenção, de seis meses a três anos, e multa, além da pena correspondente à violência.
Crimes contra o patrimônio cultural – destruir, inutilizar ou deteriorar bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial. Pena – reclusão, de um a três anos, e multa.
Associação criminosa – associarem-se três ou mais pessoas para o fim específico de cometer crimes. Pena – reclusão, de um a três anos (pena aumenta se a associação é armada).
Abolição violenta do Estado Democrático de Direito – tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais. Pena – reclusão, de 4a 8 anos, além da pena correspondente à violência.
Golpe de estado – Tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído. Pena – reclusão, de 4 a 12 anos, além da pena correspondente à violência.
O que dizem as autoridades?
O ministro da Justiça, Flávio Dino, chamou os atos de “absurdos” e afirmou que a “tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer”. Dino disse ainda que o Governo do DF informou que “haverá reforços”.
Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, disse que estava em Brasília “monitorando as manifestações e tomando todas as providências para conter a baderna antidemocrática na Esplanada dos Ministérios”. “Determinei a exoneração do Secretário de Segurança DF, ao mesmo tempo em que coloquei todo o efetivo das forças de segurança nas ruas, com determinação de prender e punir os responsáveis. Também solicitei apoio do governo federal e coloco o GDF à disposição do mesmo.”
Após a invasão, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) disse em uma rede social que em uma conversa por telefone, o governador Ibaneis Rocha, afirmou que “está concentrando os esforços de todo o aparato policial, no sentido de controlar a situação”. Pacheco disse ainda que repudia os atos antidemocráticos e que eles devem “sofrer o rigor da lei com urgência”.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, condenou ataque: “O Congresso Nacional jamais negou voz a quem queira se manifestar pacificamente. Mas nunca dará espaço para a baderna, a destruição e vandalismo. Os responsáveis que promoveram e acobertaram esse ataque à democracia brasileira e aos seus principais símbolos devem ser identificados e punidos na forma da lei. A democracia pressupõe alternância de poder, divergências de pontos de vista, mas não admite as cenas deprimentes que o Brasil é surpreendido nesse momento. Agiremos com rigor para preservar a liberdade, a democracia e o respeito à Constituição.”
Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, também se manifestou: “O Congresso Nacional jamais negou voz a quem queira se manifestar pacificamente. Mas nunca dará espaço para a baderna, a destruição e vandalismo. Os responsáveis que promoveram e acobertaram esse ataque à democracia brasileira e aos seus principais símbolos devem ser identificados e punidos na forma da lei. A democracia pressupõe alternância de poder, divergências de pontos de vista, mas não admite as cenas deprimentes que o Brasil é surpreendido nesse momento. Agiremos com rigor para preservar a liberdade, a democracia e o respeito à Constituição.”
Bolsonaristas terroristas no Congresso
Eraldo Peres/AP
Radicais olham pela janela após invadirem o Palácio do Planalto
REUTERS/Adriano Machado
Pessoas participam de invasão de prédios em Brasília
ADRIANO MACHADO / Reuters
Radical segura bandeira do Brasil durante invasão ao Congresso em Brasília
REUTERS/Adriano Machado

FONTE: Lapada Lapada

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