Proposta feita pelo deputado bolsonarista Gilberto Cattani havia sido acatada. Arquivamento atende recomendação do Ministério Público
A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso recuou e arquivou a criação de uma comissão de direitos humanos para ajudar moradores do Estado que estão presos em Brasília. A ideia era prestar assistência jurídica às pessoas que foram presas por participação nos atos antidemocráticos ocorridos há semana. No domingo (08), os prédios dos três poderes na capital foram invadidos e destruídos.
A proposta de criação foi feita pelo deputado Gilberto Cattani, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a ideia era que a comissão acompanhasse os desdobramentos das pessoas que estavam na capital federal, mas que não participaram da invasão e depredação dos prédios públicos.
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A decisão gerou críticas entre os próprios deputados mato-grossenses. Valdir Barranco afirmou que as pessoas presas em Brasília estavam praticando “atos terroristas”, por isso, respondem pelo ataque ao ataque as sedes dos Três Poderes. O parlamentar lembrou que muitos mato-grossenses sofrem por falta de assistência jurídica por falta de núcleos da Defensoria Pública em municípios. Barranco declarou que a criação era, no mínimo, uma vergonha para o Estado.
O arquivamento da comissão atende notificação recomendatória do Ministério Público de Mato Grosso (MPE). No comunicado, a mesa diretora informou que além da recomendação do MPE foi levado em consideração parecer da Procuradoria-Geral do Poder Legislativo.
FONTE: Cenário MT