Faco invade albergue e espanca homem em bairro de Cuiab

 

Três supostos membros de uma facção criminosa invadiram um albergue, espancaram e ameaçaram albergados e servidores, no bairro Alvorada, em Cuiabá. O caso ocorreu em novembro de 2022, mas só veio à tona nesta semana. 

Conforme boletim de ocorrência, no dia 22 de novembro de 2022, a Polícia Militar foi acionada com a denúncia de que criminosos invadiram um albergue e ameaçaram e agrediram os servidores. No local os policiais colheram depoimento de um plantonista.

Ele disse que todos os usuários do Albergue Miraglia já estavam em repouso quando foram surpreendidos por três homens mascarados, armados com um bastão de madeira, e um facão. Os bandidos pularam o muro e correram  em direção à recepção da unidade aos gritos de “aqui é do comando”.

Os servidores que estavam de plantão, ao serem abordados por esses desconhecidos e armados, não tiveram outra opção senão acatar as ordens. De acordo com um funcionário do local, todos foram ameaçados com o facão.

A todo momento, os invasores usaram o bastão e o facão como forma de coação. E gritavam “cala a boca, se vocês chamarem a polícia, a gente volta e mata vocês”. 

Os bandidos procuravam um homem que estava alocado em um dos quartos. Enquanto um ameaçava na recepção, os outros dois se deslocaram até o quarto do acolhido e quebraram seu braço direito em três regiões. 

Não bastando terem quebrado o braço desse acolhido, um deles voltou à recepção, apanhou o facão  e cortou o rosto do acolhido em duas partes. Houve intervenção de outros usuários para que os invasores, que se diziam faccionados, não continuassem as agressões contra o acolhido da unidade.

Isso fez com que eles partissem para cima desses acolhidos como forma de intimidação e coação. A Polícia Militar esteve no local e registrou a ocorrência.

A vítima foi encaminhada para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) com ferimentos graves. O boletim de ocorrência foi registrado.

A Polícia Civil apura o crime. O gestor da unidade disse que há um sério problema de ausência de vigilante durante a semana e aos finais de semana, o que facilita a entrada de qualquer invasor que queira agredir acolhidos e servidores. Os servidores ainda apelam para a prefeitura que olhem com atenção a insegurança que os servidores têm que conviver diariamente. 

FONTE: Folha Max

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