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O general cuiabano Júlio Cesar Arruda,63, foi demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do cargo de comandante do Exército, neste sábado (21). O militar havia assumido o cargo ainda no governo Bolsonaro.
No lugar de Júlio Cesar, assume atual comandante militar do Sudeste, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva.
A exoneração se deu após o cuiabano se reunir com Lula, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e os comandantes da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, e da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno. O encontro aconteceu no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (20).
A troca de comando ocorre em meio a uma crise militar no governo após os ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro. Na última quarta-feira (18), defendeu punição para militares envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.
Passagem rápida
Júlio César de Arruda assumiu interinamente o comando do Exército em 30 de dezembro do ano passado, ainda no governo Jair Bolsonaro. Ele foi escolhido pelo critério de antiguidade e pela capacidade de comandar as tropas. Respeitando dentro da caserna por ser rígido, disciplinado e competente. Ingressou nas Forças Armadas em 1975 nada. Escola Preparatória de Cadete do Exército em Campinas. Já em 1978 ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e foi declarado Aspirante a Oficial da Arma de Engenharia em 12 de dezembro de 1981.
Também exerceu a função de assessor militar do gabinete de segurança institucional da Presidência da República, e atualmente estava lotado no Departamento de Engenharia e Construção do Exército em Brasília.
Júlio César é descrito como apolítico e extremamente religioso. Nasceu em Cuiabá, mas passou os primeiros 11 anos em Santo Antônio do Leverger. Depois veio com a família para Cuiabá, onde residiu no bairro Verdão. Estudou na antiga escola técnica em Cuiabá e só ingressou no Exército sob influência do irmão velho, que é Tenente do Exército.
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FONTE: Cenário MT