Polícia Civil
Da Redação
O médico legista Valdo de Sousa, de 64 anos, afirmou ter estranhado a exoneração publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) da última quinta-feira (19). Ele alegou que já havia solicitado a aposentadoria no ano passado, após trinta anos de serviços ao Instituto Médico Legal (IML), em Barra do Garças (MT), e irá recorrer da decisão.
Segundo Valdo, ele teria sido vítima de perseguição de um delegado de polícia que atuou no passado em Barra do Garças. Na época, o profissional havia feito o laudo constatando supostas agressões do policial à esposa e que o documento chegou a sumir depois. Em função desse fato, o delegado teria feito um procedimento para conferir a carga horária do médico legista para prejudica-lo.
“Aqui em Barra do Garças, como em muitas cidades do interior de Mato Grosso, temos uma carga horária flexível diferente da capital e como também trabalho no Pronto Socorro nunca houve um chamado que eu não tenha comparecido ao IML. No ano passado, pedi a minha aposentadoria por trinta anos de serviços ao estado e o que saiu na quinta (19) foi a minha exoneração que, no mínimo, é injusta e improcedente”, disse o médico.
O profissional ainda lamentou a forma que a expneração foi divulgada na sexta-feira (20), inclusive por site da capital, afirmando que o salário dele como médico legista chegava a R$ 34 mil. “Meu ordenado liquido é de R$ 15.200. São vários descontos desde imposto de renda, MTPrev, consignados, planos de saúde e ressaltando que não recebemos por periculosidade da nossa função. E colocaram meu nome junto a outro servidor acusado de corpo mole, eu nunca fiz corpo mole do meu trabalho, podem perguntar a delegados, policiais e à população da cidade que me conhece muito bem”, completou.
Sobre o acúmulo de funções em órgãos diferentes, o médico disse que na Constituição Federal não há nenhum impedimento jurídico nesse sentido e os advogados dele estão em Cuiabá solicitando o processo administrativo para a defesa. (Com informações do Araguaia Notícia)
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Secom MT
FONTE: SEMANA7