quinta-feira, outubro 15, 2026

Julgamento no PR é suspenso porque não se sabia quem estava sentado no banco dos réus; a suspeita é que irmãos trocaram identidades

Julgamento no PR é suspenso porque não se sabia quem

Segundo investigações, homem que estava sendo julgado trocou de identidade com o irmão, parecido com ele, e também criminoso. Os dois tinham até tatuagens iguais para confundir os agentes. Dois irmãos trocam de identidade e conseguem enganar a Justiça
No Paraná, um júri popular precisou ser suspenso porque as autoridades não sabiam quem estava sentado no banco dos réus. A suspeita é de que o homem que estava sendo julgado tenha trocado de identidade com o irmão, muito parecido com ele e criminoso.
O Fantástico investigou todos os detalhes desse caso.
Setembro de 2017, Curitiba: um homem atira no peito de um rapaz que chegava em casa. A vítima sobrevive e avisa a polícia de uma característica do criminoso, que conseguiu fugir.
“Ele estava com o cabelo azul, na época, que foi o que me chamou mais atenção”, diz a vítima.
Nos arquivos da polícia do Paraná, constava que o nome relacionado à foto reconhecida é de Ednaldo Rodrigues de Araújo.
Mas há fortes indícios de que a pessoa que está na foto, de cabelo azul, não seja Ednaldo, e sim seu irmão, Edmar Rodrigues de Araújo, de 28 anos.
Entenda:
Segundo as investigações, os dois trocaram de identidade em 2018, quando Edmar chegou a esta cadeia, no município de Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba.
O irmão dele, Ednaldo, já estava nessa penitenciária, condenado a 21 anos por outro crime, um homicídio.
Edmar chegou para cumprir uma pena de oito anos por roubo e tráfico de drogas.
Edmar disse em depoimento que, ao entrar na cadeia, os irmãos trocaram de cela e, aproveitando o fato de se parecerem muito, um assumiu o lugar, e o nome do outro.
Além disso, eles têm tatuagens iguais.
Em dezembro de 2020, o verdadeiro Edmar conseguiu um alvará de soltura.
Mas quem saiu da cadeia, falsificando a assinatura do irmão e enganando a todos, foi Ednaldo.
“Ele se passou pelo irmão para que ele fosse embora sem cumprir a pena, burlando o sistema. O Ednaldo que tinha pena alta. E o Edmar ficou como sendo o Ednaldo”, afirma Luisa Helena Nickel Ferreira Lima, promotora.
Com o plano descoberto, o verdadeiro Ednaldo voltou para cadeia; e o verdadeiro Edmar foi solto, e hoje, cumpre pena em regime aberto.
Mas como explicar a confusão durante o júri? É que muito provavelmente as informações não foram corrigidas no banco de dados, nos arquivos da polícia.
A Polícia Penal do Paraná disse que, “ao comprovar a fraude, comunicou as autoridades competentes para que fossem tomadas as devidas providências investigatórias e judiciárias.
A Polícia Civil do estado informou que “existe um inquérito em andamento para apurar a troca de identidades entre os irmãos”.
As perícias de análise das assinaturas e de reconhecimento facial do julgamento ainda não estão prontas.
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FONTE: Lapada Lapada

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