A juíza mato-grossense Amini Haddad Campos é um dos nomes cotados para substituir a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Rosa Weber, na Suprema Corte. Weber irá se aposentar em outubro e juristas já estão se articulando para preencher a cadeira.
A decisão sobre o novo escolhido será tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos próximos meses. Segundo informações do programa Morning Show, da Jovem Pan, a opção por Amini se deu porque ela já atua na equipe da presidente do STF desde 2022.
Além disso, magistradas querem que a vaga de Weber seja preenchida por uma mulher. Amini se demonstra a candidata perfeita, uma vez que a magistrada é bastante atuante na causa feminina.
Haddad Campos chegou a escrever um livro sobre violência sofrida pelas mulheres. Além disso, em 2021, a juíza assinou um manifesto para articular a retirada de 270 juízas do Afeganistão, que estavam sujeitas a perseguições, ações violentas e correndo risco de vida, uma vez que aquele país está sob o comando do Talibã – organização fundamentalista surgida no Afeganistão em 1994.
Segundo conversas de bastidores, o nome do ministro da Justiça e Segurança, Flávio Dino, chegou a ser aventado como possível substituto da presidente do STF, mas a hipótese foi descartada depois de incomodar as juristas da Suprema Corte. Na avaliação dos comentaristas da Jovem Pan, caso Lula opte por um homem, a imagem do governo ficaria “muito ruim”.
De acordo com eles, Governo Federal teria dificuldade em manter mulheres em cargos de alto escalão. O nome de Haddad Campos está bastante fortalecido e a magistrada possui apoio do Instituto Unidos Brasil (IUB) e da Associação Brasileira de Mulheres das Carreiras Jurídicas (ABMCJ), que endereçaram um documento a Lula para que o presidente considere a indicação da juíza mato-grossense. No pedido, as entidades relembram a trajetória de Amini como defensora dos Direitos Humanos e das Mulheres.
“A juíza se destaca, há mais de 30 anos, na pasta de Direitos Humanos de Mulheres e Meninas em todo o mundo, tendo atuado no alcance de projetos sociais e amparos humanitários, entre tantos outros, o exemplo da concessão de visto humanitário às pessoas perseguidas pelo Talibã. Foi uma das personagens na construção da Lei Maria da Penha e a primeira magistrada do Brasil, de todo o Poder Judiciário brasileiro, com atuação no Combate à Violência Doméstica e Familiar”, relembrou o documento.
No documento, assinado pelo presidente do IUB, Nabil Sahyoun, as instituições reiteraram que defendem Amini para o cargo por acreditarem no potencial da magistrada, cujo currículo profissional é admirável. “Continuamos na defesa de seu nome, por acreditarmos e creditarmos à juíza Dra. Amini Haddad uma história de vida dedicada admirável, que orgulha todas nós do movimento de mulheres. É exemplo incansável no combate às vulnerabilidades sociais, auxiliando vidas, ao longo de seus 30 anos de atividade pública”, diz trecho.
Por fim, as entidades reforçaram o apoio à Amini Haddad. “Por isso, estimado Presidente Luiz Inacio Lula da Silva, é com esperança que reiteramos nosso apoio à Magistrada Dra. Amini Haddad Campos, ao Supremo Tribunal Federal, por sua lúcida história social em benefício dos Direitos Humanos. Por sermos conhecedoras de seu compromisso com os movimentos sociais, encaminhamos o presente, em ação oficial, para apreciação de Vossa Excelência. Estaremos à disposição para uma audiência oficial ao gabinete da Presidência da República Federativa do Brasil”, requereram as instituições.
FONTE: Folha Max





