quarta-feira, setembro 16, 2026

Justiça mantém apreensão de BMW comprada de faccionado em MT…

Justiça mantém apreensão de BMW comprada de faccionado em MT...

 

O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, João de Almeida Portela, negou a devolução de uma BMW 320I (2021/2021) apreendida na operação “Apito Final”, que revelou um esquema de lavagem de dinheiro com o “tesoureiro” do Comando Vermelho, Paulo Witer, o “WT”. Em decisão publicada nesta segunda-feira (9) o juiz explicou que a BMW possui um registro de alienação fiduciária (tipo de hipoteca) junto ao Banco Toyota.
A devolução é pedida por um homem que comprou o veículo de Renan Freire Borman, apontado como a pessoa que adquiria automóveis e os “repassava” a WT. “Observa-se que o referido contrato de compra e venda foi entabulado em 22 de novembro de 2023, data esta que o veículo BMW/320I já estava gravado de alienação fiduciária, não obtendo nos autos nenhuma confirmação do Banco Toyota acerca da alienação”, lembrou o magistrado.
O suposto proprietário da BMW ainda pode recorrer da decisão. De acordo com a Polícia Judiciária Civil (PJC), que deflagrou a operação “Apito Final”, Paulo Witer usava o time de futebol amador "Amigos do WT" como forma de lavar dinheiro do crime organizado.
Ele foi preso em Maceió (AL) com o jogador Alex Junior Santos Alencar, onde acompanhava um campeonato, no fim do mês de março deste ano, e é apontado como "tesoureiro" do "Comando Vermelho". A operação cumpriu 25 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão, além da indisponibilidade de 33 imóveis, sequestro de 45 veículos e bloqueio de 25 contas bancárias ligadas a um esquema de R$ 65 milhões. A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da PJC, revela que Paulo Witer “usava” diversas pessoas – incluindo amigos, familiares e advogados atuando como ‘laranjas’ – para adquirir imóveis, comprar e vender veículos, e também atuar na locação de carros.
Conforme as investigações, mesmo sem ter renda lícita, os…

FONTE: Folha Max

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