Influenciadora é presa e outra procurada por suspeita de divulgar jogos ilegais | RDNEWS

A Polícia Civil do Ceará deflagrou, nesta quarta-feira (02), a Operação Quéfren, com o objetivo de prender e apreender bens de agentes de plataformas e influenciadores digitais suspeitos de divulgar, fomentar e incentivar a prática de jogos ilegais no Brasil, como o “Tigrinho”. A ação ocorre em quatro estados: Mato Grosso, Ceará, São Paulo e Acre.

 Mariany Dias, que tem 31 mil seguidores no Instagram, foi presa em VG e Emilly Souza, com 95 mil seguidores, segue sendo procurada pela polícia

Em Mato Grosso, estão sendo cumpridos cinco mandados, incluindo dois de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão, contra duas influenciadoras digitais. Mariany Dias, que possui 31 mil seguidores no Instagram, foi presa em Várzea Grande. Já Emilly Souza, com 95 mil seguidores, está foragida e segue sendo procurada.

No total, a operação prevê o cumprimento de cerca de 70 mandados contra pessoas envolvidas na promoção de jogos de azar e suspeitas de lavagem de dinheiro.

Foram expedidos 13 mandados de prisão, 17 de busca e apreensão, 23 de busca veicular e 15 de bloqueio de bens e valores, além de outras medidas cautelares determinadas pelo 1º Núcleo de Custódia e Garantias da Comarca de Juazeiro do Norte (CE).

A investigação

Conforme apurado pela Polícia Civil do Ceará, desde abril de 2024, a maioria dos investigados são agentes de plataformas responsáveis pela contratação de influenciadores digitais para divulgação de cassinos online, através de suas redes sociais para promover sites de apostas não autorizadas e ilegais no país. 

As diligências apontam indícios de lavagem de dinheiro, estelionato praticado por parte dos investigados, além da existência de uma organização criminosa articulada de caráter transnacional. 
 
Com milhares de seguidores, os influenciadores digitais gravavam vídeos e imagens com ganhos fictícios em plataformas de cassino online e postavam em suas redes sociais para captar maior número de apostadores.

Os envolvidos também utilizavam conta “demo/teste” para iludir os seguidores, bem como integram uma rede que negociavam diretamente com chefes das plataformas que tem como proprietários pessoas que residem no exterior, a sua maioria na China, fazendo a indicação de outros influenciadores digitais para a divulgação do “Jogo do Tigrinho”.

Os influenciadores digitais eram remunerados de diversas maneiras, desde o pagamento pela simples colaboração (postagem da plataforma), como pela quantidade de novos usuários nas plataformas (cadastro), ou receberiam comissionamento pelo montante de apostas (valores depositados pelas vítimas), movimentando milhões de reais nos últimos anos.

Além do pagamento de valores, os chefes das plataformas também pagavam viagens para o exterior para os agentes e influenciadores digitais, cujas viagens eram ostentadas em suas redes sociais como sinônimo de prosperidade com o jogo. Já os agentes de plataformas eram os responsáveis pela contratação dos influenciadores digitais, além de realizarem festas de lançamento de plataformas.

FONTE: RDNEWS

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