sexta-feira, agosto 29, 2025

Documentos falsificados ligariam empresa de VG a esquema do PCC | RDNEWS

A NEOVG – empresa de produção de gasolina “A” e de óleo diesel “A” – em Várzea Grande, é apontada pelo Ministério Público Estadual (MPE) como suposta parte de um esquema de fraudes fiscais e adulteração de combustíveis que teria movimentado milhões de reais em todo o país, investigada no âmbito da Operação Carbono Oculto. Entre os sócios estaria Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Loko”, que supostamente é integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e apontado como um dos líderes da organização criminosa. A informação foi revelada pelo g1.

De acordo com as investigações, a companhia teria utilizado documentos da Copape Produtos de Petróleo Ltda., alvo da megaoperação Carbono Oculto, para enganar a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e expandir suas atividades em Mato Grosso.

Werther Santana/Estadão

A operação deflagrada nesta quinta-feira (28) desarticulou uma suposta rede responsável por adulterar combustíveis e fraudar tributos em mais de 300 postos de combustíveis pelo Brasil. A Copape, ligada ao Grupo Aster, já era investigada por movimentações financeiras suspeitas, e teria servido de ponte para a entrada de Beto Loko como investidor na NEOVG.

Expansão milionária em pouco tempo

Criada em 2002, a NEOVG declarou capital social inicial de R$ 840 mil, sendo R$ 800 mil referentes a propriedades rurais que, conforme o MPE, nunca pertenceram ao grupo. Apenas dois meses depois, o valor declarado saltou para R$ 13,1 milhões, quantia exigida à época pela ANP para autorizar o funcionamento de formuladoras de combustíveis.

Em 2012, com a mudança na legislação e a exigência de patrimônio mínimo de R$ 20 milhões, a NEOVG anunciou a entrada da Maiori Participações Ltda. como sócia, aumentando o capital social para R$ 113,9 milhões. Segundo os investigadores, o aporte jamais foi realizado.

Entre as estratégias que seriam usadas para inflar artificialmente o patrimônio, estão: Uso de escrituras rurais falsas; Valorização fictícia das propriedades, que passaram de R$ 800 mil para R$ 13 milhões em dois meses e Inserção da empresa de Beto Loko como sócia sem aporte real de recursos.

A Receita Federal identificou ainda que o grupo utilizaria fundos de investimento com apenas um cotista e várias empresas de fachada, mecanismo que ocultava a origem dos valores. Por meio desse sistema, bens e empresas eram adquiridos, incluindo a participação na NEOVG.

A Copape, uma das empresas envolvidas, teria servido de veículo para a entrada de Beto Loko no grupo, fortalecendo a ligação entre o setor de combustíveis e o PCC.

Reaproveitamento de arquivos

Durante perícia em computadores da NEOVG/EGCEL, foram encontrados documentos originalmente criados pela Copape e reutilizados pela companhia mato-grossense. Entre os arquivos estavam formulários de controle de produção e uma planilha nomeada “camaras de espuma.xls”, criada em 1998 pela Copape e alterada pela NEOVG em 2021.

A análise de metadados confirmou a troca de arquivos operacionais entre as empresas, reforçando a ligação direta entre elas.

O g1 informou que tenta contato com as empresas citadas. O espaço também segue aberto no .

FONTE: RDNEWS

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