O proprietário do Top+Pub, Leandro Romanini, denunciou uma ação da Polícia Militar na madrugada deste sábado (30), em Cuiabá. Conforme os empresários, os policiais agiram com truculência com os clientes e acabaram com o evento.
Reprodução
Na noite de sexta-feira (29), a casa de festas foi palco do evento 24 Horas de Lambadão. Leandro afirma ter todos os alvarás necessários para a festa, mas mesmo assim foi surpreendido com a ação policial, por volta das 3h da madrugada. “Exigiram a documentação, a gente apresentou. Toda a documentação da casa, para realizar qualquer tipo de evento. Todos os alvarás necessários que a casa necessita, a gente tem em dias”, explica.
Após apresentação dos documentos, Leandro afirma que o policial responsável pela ação havia se desculpado. “Jogaram spray de pimenta, fizeram os clientes saírem de dentro, passando mal. Não tem justificativa da forma que vieram aqui fazer essa operação”, salienta.
“Eles agiram de forma errada, não era para ter agindo da forma que estão agindo aqui com o público, com a casa, por ser toda documentada”, afirma.
O sócio de Leandro, João Lucas, aproveitou o vídeo para pedir desculpas aos clientes pelo ocorrido e afirma que a festa, programada para este sábado, acontecerá normalmente. “Não tem por que a gente não realizar. Esse tipo de coisa que aconteceu não vai mais acontecer”, destaca.
“Vamos esperar todo mundo em paz aqui, a festa vai continuar, a casa está 100% regularizada. Pode vir tranquilo”, completa.
Nas redes sociais, outros perfis também repudiaram a ação da polícia. O perfil Tá Querida, que conta com mais de 82 mil seguidores e é uma das apoiadoras dos eventos de lambadão na cidade, afirmou que a casa foi vítima de uma ação “despreparada e truculenta” por parte dos policiais.
“Não vejo essa mesma “eficiência” nos locais de entretenimento da região do centro ou bairros mais nobres da capital. Tudo que é para periferia eles tratam de outra maneira. É lamentável ver pessoas que frequentam ali todos os finais de semana, por que amam o Lambadão, sendo tratado daquela forma, como se fossem bandidos”, escreveu.
O procurou a Polícia Militar e a Prefeitura de Cuiabá, que não se pronunciaram sobre o caso. O espaço segue em aberto.
FONTE: RDNEWS