terça-feira, dezembro 16, 2025

Segundo dia de julgamento no STF terá manifestação da defesa de Bolsonaro

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Os advogados dos réus terão até 60 minutos cada para apresentar os argumentos de defesa

Por Aline Gouveia
postado em 03/09/2025 08:44 / atualizado em 03/09/2025 09:24Moraes faz pronunciamento na sessão inaugural do concorrido julgamento na Primeira Turma do STF -  (crédito:  Ed Alves CB/DA Press)
O segundo dia do julgamento de Jair Bolsonaro (PL) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ocorre nesta quarta-feira (3/9), às 9h. Na sessão de hoje, os advogados farão a sustentação oral da defesa do general Augusto Heleno, seguida pelos advogados de Bolsonaro. Assim como no primeiro dia, o ex-presidente não vai acompanhar o julgamento presencialmente.
A sessão está prevista para terminar às 12h, mas pode se estender por mais uma hora. Depois dos advogados de Bolsonaro, as defesas do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e do ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto farão as sustentações orais. Cada parte terá até 60 minutos para apresentar os argumentos.

Na manhã de terça-feira (2/9), o ministro relator Alexandre de Moraes apresentou o relatório do caso. Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou as acusações. Na parte da tarde foram ouvidas as defesas do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que firmou acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal; do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres.

  • Leia também: Moraes diz que impunidade “deixa cicatrizes traumáticas e corrói a democracia”

Os integrantes do chamado “Núcleo 1” respondem por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e privacidade de patrimônio tombado.

  • Início do julgamento: STF começou às 9h desta terça-feira (2/9) o julgamento de Jair Bolsonaro e outros sete aliados por tentativa de golpe de Estado e crimes contra a democracia.
  • Acusação da PGR: grupo fazia parte do núcleo “crucial” da trama para desacreditar o sistema eleitoral, incitar ataques a instituições e articular medidas de exceção para impedir a posse de Lula.
  • Réus: Bolsonaro; ex-ministros Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira; Anderson Torres; deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ); ex-comandante da Marinha Almir Garnier; e o tenente-coronel Mauro Cid.
    • Relator Alexandre de Moraes apresenta relatório com resumo e provas.
    • PGR, por Paulo Gonet, tem até 2h para expor posição.
    • Defesas dos réus falam em seguida, cada advogado com até 1h de sustentação.
    • Primeira defesa será a de Mauro Cid, que fechou acordo de delação premiada.
    • Acusações da PGR: Bolsonaro tinha ciência e participação ativa na trama golpista, incluindo planos de assassinato contra autoridades e apoio aos atos de 8 de janeiro de 2023.
    • Votação: após as falas, ministros da Primeira Turma (Moraes, Luiz Fux, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin) iniciam os votos.

    Crimes imputados:

    • Organização criminosa armada
    • Tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito
    • Golpe de Estado
    • Dano qualificado
    • Deterioração de patrimônio tombado
    • Exceção: Alexandre Ramagem não responde pelos crimes ligados ao 8 de janeiro (já era deputado), mas segue réu por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e golpe de Estado.
    • Acusação contra Bolsonaro: liderança da organização criminosa armada. Penas máximas somadas chegam a 46 anos de prisão.
    • Base das investigações: delação de Mauro Cid, documentos, testemunhos e registros digitais coletados pela Polícia Federal e analisados pela PGR.
    • Previsão de término: 12 de setembro.

    Argumentos da defesa de Jair Bolsonaro

    • Cerceamento de defesa pela ausência de tempo hábil para a defesa técnica conhecer as provas dos autos.
    • Pedido de nulidade, argumentando que sua participação nas sessões foi impedida.
    • Contestação da credibilidade da delação premiada de Mauro Cid e alegação da resistência inicial da testemunha em admitir participação nas acusações mais graves.
    • Desconhecimento da “minuta do golpe”. A defesa afirma que o ex-presidente só tomou conhecimento da existência da “minuta do golpe” após a apreensão do documento pela Polícia Federal.
    • Ausência de provas de que o ex-presidente tenha solicitado a movimentação das Forças Armadas.



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