domingo, outubro 4, 2026

Recepcionista contesta estagiria e garante que coronel no esteve em hotel em MT | FOLHAMAX

Recepcionista contesta estagiria e garante que coronel no esteve em

 

Depoimento obtido com absoluta exclusividade pelo FOLHAMAX desmente a versão de uma estagiária que acusou de estupro o tenente-coronel da Polícia Millitar de Mato Grosso, Alexandre José Dallacqua. O oficial, que foi exonerado da função de comandante da PM em Juína, se apresentou ao Juízo Militar na segunda-feira (8), em Cuiabá.

Ele estava com um mandado de prisão em aberto. Dall Acqua foi denunciado no mês de abril deste ano por supostamente ter estuprado uma estagiária do 8º Comando Regional de Juína que, na época, era comandando por ele.

Dall Acqua foi acusado de invadir um hotel no dia 13 de junho do passado para conseguir abusar da estagiária, que possui transtorno afetivo bipolar conforme laudo emitido pelo médico psiquiatra Carlos Alberto Pereira Jpunior. Entretanto, o depoimento de uma recepcionista do hotel apresenta outra versão.

Segundo a recepecionista, mulher foi deixada em frente ao estabelecimento por um veículo por volta das 23h30. Ela entrou para o quarto sozinha e aparentava ter ingerido bebida alcoólica, pois exalava cheiro de cerveja.

A funcionária disse ainda que por volta das 23h00 costuma trancar as portas do estabelecimento e que as chaves ficam próximas as funcionárias por motivos de segurança. “Em caso de alguma pessoa que não esteja hospedade procure algum dos hóspedes, primeiro verifica junto ao hóspede em seu quarto se conhece e se deseja receber a visita. Tendo interesse do hóspede, este vem receber a visita na recepção do hotel, que de forma alguma as recepcionistas autorizam que a visita adentre ao hotel. Que a hóspede não foi procurada por nenhum visita em nenhum momento no qual esteve hospedada”, diz trecho do documento.

A funcionária ainda explicou que até mesmo a entrada clandestina no hotel é difícil, já que o muro tem três metros de altura. Sobre as câmeras do circuito interno, a recepecionista alegou que ficam armazenadas por apenas cinco dias.

Dall Acqua também sustenta que não estava no local e que vai provar inocência. O tenente-coronel ressaltou ainda que não há provas das acusações contra ele. “É com muita tristeza que nos últimos dias meu nome tem sido associado a fatos graves. Sempre conduzi a vida pessoal e profissional com transparência e agora não será diferente. Dediquei mais de 20 anos à segurança pública pautado na honestidade em todas as atividades que exerci”, disse o tenente-coronel.

A defesa de Dall Acqua, patrocinada pelo advogado Geraldo Bahia, explicou que o tenente-coronel se apresentou espontaneamente por estar convicto da inocência dele e “esclarecer os rumores que colocaram em dúvida sua reputação construída ao longo de mais de duas décadas de serviços prestados à segurança pública”.

Confira na íntegra:

A defesa do investigado, patrocinada pelo advogado Geraldo Bahia, esclarece que ele se apresentou espontaneamente ao Juízo da 11ª Vara Criminal da Justiça Militar da Comarca de Cuiabá, convicto de sua inocência e determinado a esclarecer os rumores que colocaram em dúvida sua reputação construída ao longo de mais de duas décadas de serviços prestados à segurança pública. A defesa também lamenta profundamente o vazamento de informações de uma investigação interna, que deveria estar sob sigilo, por entender que tal exposição causa danos irreparáveis à imagem do acusado e afronta princípios básicos do devido processo legal.

A inocência do meu cliente será comprovada por meio de fatos e pela palavras das testemunhas como a responsável pelo controle de acesso do estabelecimento, no qual uma das vítimas afirma ter sofrido um abuso, que afirma categoricamente que, além de o local ser trancado no período noturno, o acusado lá não esteve na data dos fatos. Essa versão reforça a linha defensiva de que não há qualquer vínculo entre o policial e os acontecimentos apurados. Por fim, o acusado reafirma sua confiança em uma apuração correta, justa e imparcial, colocando-se inteiramente à disposição da Justiça e das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários.

Nota da PM:

A Polícia Militar de Mato Grosso informa que o oficial, suspeito de praticar violência sexual contra mulheres, em Juína, se apresentou, nesta segunda-feira (8.9), na 11° Vara Especializada da Justiça Militar e está custodiado em uma unidade militar de Cuiabá, à disposição da Justiça.

A Corregedoria-Geral da instituição continua o trabalho de diligências investigativas para elucidação do caso e o inquérito tramita sob sigilo, por se tratar de denúncia de violência sexual contra mulheres, em resguardo às vítimas. 

A PMMT informa ainda que acompanha o caso na cidade e disponibiliza auxílio emocional e psicológico às vítimas e familiares e ressalta que não coaduna com nenhum tipo de crime ou atividade ilícita por parte de seus integrantes.

FONTE: Folha Max

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