O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), acredita que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44h para 40h semanais, com dois dias de folga, deve empurrar o trabalhador para a “informalidade” e também gerar uma alta dos preços de produtos para o consumidor final como forma de suprir os custos de operação do setor produtivo no país. O texto aprovado na Câmarados dos Deputados prevê 14 meses de transição sem redução de salário, mas deve sofrer resistência no Senado.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Durante entrevista, Abilio relembrou discussões de escalas 3×4, 4×3 e a 5×2, que foi o ponto de consenso entre os parlamentares, onde, na sua perspectiva, o mercado certamente iria se adaptar: “Acredito que as pessoas vão se adaptar e o mercado vai se adaptar. As coisas vão ficar um pouco mais caras. Se você precisa abrir um mercado no domingo, por exemplo, você vai ter que contratar mais profissionais. Se contratar mais profissionais, você vai ter que repassar esse valor”.
“Ele vai ter o seu descanso? Eu acredito que, em parte, sim, mas ele vai seguir uma outra parte do tempo para informalidade, porque provavelmente o valor do mercado vai pagar menos para esse trabalhador. Eles não vão mais pagar valores acima do salário mínimo, vai pagar apenas o salário mínimo para quem trabalha na 5×2. E aí o trabalhador que antes poderia ter uma possibilidade de ganhar um pouco a mais do que o salário mínimo, porque hoje já é assim, ele acabaria limitado a isso e tendo que buscar outras atividades. O que eu entendo hoje é que o mercado de trabalho que mais cresce no país é o mercado da informalidade”, argumentou ele.
Sem citar fonte de dados, o gestor alega que “hoje o trabalho CLT está ficando cada dia mais em segundo plano da primeira procura de trabalho das pessoas”. Em consulta à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geográfia e Estatística (IBGE) , o do
verificou que o Brasil atingiu, entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, cerca de 38,5 milhões de trabalhadores na informalidade, sendo um movimento considerado de queda, enquanto o regime de Carteira Assinada chegou a 39,4 milhões, com leve alta.
Em Mato Grosso, entidades empresariais têm reclamado da avaliação da proposta em ano eleitoral, inclusive com críticas de políticos contra o presidente Lula (PT), que seria o “beneficiado” com a discussão. Contudo, o texto foi pautado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), responsável por deliberar a pauta em conjunto com os deputados, que aprovaram o texto, mesmo reconhecendo a cotação eleitoral.
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FONTE: RDNEWS







