O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou a conversão em perdimento definitivo de todos os bens apreendidos na “Operação Red Money” e o repasse dos valores arrecadados ao Estado. A defesa de Thais Emilia Siqueira Silva, esposa de um dos líderes do Comando Vermelho em Mato Grosso, já foi intimada da decisão desta quarta-feira (08).
Conforme os autos, a sentença condenatória já transitou em julgado. Ou seja, não cabe mais recurso, e os trâmites administrativos de venda dos bens devem ser concluídos sem a necessidade de novas decisões judiciais. Thais é esposa de Janderson dos Santos Lopes, vulgo Cowboy, e ambos foram alvos da Red Money em 2018.
Posteriormente também foram investigados nas operações Três Estados e La Catedral. Juntos, eles teriam movimentado R$ 1,5 milhão em um ano e meio por meio de uma empresa de transportes, mas que na prática só servia para lavar dinheiro do tráfico de drogas na região de Primavera do Leste.
Cowboy está preso, assim como a esposa. Com a decisão, a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso e a Central de Infracções e Fraudes (Cifra) serão intimadas para dar prosseguimento à avaliação e alienação dos itens que ainda não foram vendidos.
Os valores já arrecadados com as vendas anteriores deverão ser depositados judicialmente e, posteriormente, destinados aos cofres públicos.
RED MONEY
A operação Red Money foi deflagrada em 2018 pela PJC para investigar uma célula do Comando Vermelho que teria movimentado R$ 52 milhões. A apuração envolve a arrecadação e movimentação financeira da facção através de crimes cometidos por seus membros e integrantes, em especial a administração e o financiamento da venda de drogas, tanto na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande, como também em Rondonópolis, Primavera do Leste e Alto Araguaia.
Havia também a cobrança de mensalidade entre os integrantes da facção. Cerca de 50 veículos foram apreendidos na operação e R$ 8 milhões em bens foram sequestrados judicialmente. O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que também investigou o caso, indiciou 113 pessoas.
FONTE: Folha Max





