O governador e pré-candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos) definiu como prioridade da gestão, até dezembro de 2026, a conclusão da primeira etapa do modal de transporte do BRT, substituto ao VLT, buscando solucionar o caos no trânsito, especialmente no traçado de 14 km que liga o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, até o Comando Geral do Polícia Militar em Cuiabá. A fala foi realizada durante visita à sede do nesta sexta-feira (31), onde concedeu entrevistas ao portal e ao Rdtv Cast.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
As obras foram destravadas em Cuiabá na gestão Mauro Mendes (União Brasil) no ano de 2024, depois de vencer a resistência do então prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), que cobrava a apresentação de projetos, além de ter a preferência pela conclusão do VLT, modal projetado para a Copa do Mundo de 2014, mas que nunca foi concluído. Mauro e Pivetta assumiram o Governo em 2019, também se comprometendo em resolver o impasse no transporte coletivo, até que optaram pelo BRT, alegando ser um modal mais barato e de “fácil” construção – no entanto, não conseguiram fugir do caos trazido pela obra.
“Esse primeiro trecho [meta é concluir], porque isso dói muito, é muito dolorido para todo o povo de Cuiabá e de Várzea Grande. Eu quero aliviar essa dor do povo de Cuiabá e de Várzea Grande. Não é possível manter isso por mais tempo, já faz tanto tempo que o povo está sofrendo aí. Está na minha alçada e eu vou fazer isso acontecer”, defendeu Pivetta, que desde que assumiu o comando do Governo, em abril deste ano, passou a estipular prazos e pressionar a empresa responsável pelas obras. A intenção é colocar o modal em circulação até final de dezembro.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
O governador Otaviano Pivetta durante entrevista à jornalista Patrícia Sanches
Quando questionado sobre a próximas metas da gestão, caso consiga ser reeleito na eleição programada para o mês de outubro, Pivetta relatou ao
O principal legado que eu quero deixar é educação. Educação pública libertadora, um ensino técnico profissionalizante no ensino médio para todos os estudantes, saúde pública que funcione e um estado seguro para todo o nosso povo morar
“O Estado é um ente federativo que tem muitas atribuições legais no pacto federativo. Fazer o SUS funcionar é uma das missões que o Estado tem a capacidade de articular e é o que nós estamos fazendo desde o dia que eu assumi, com o Juliano [Melo], que é o nosso secretário. Nós já reunimos com todos os municípios, já identificamos o número de unidades básicas de saúde que precisa para fazer cobertura em 100% dos domicílios do Mato Grosso e já assumimos o compromisso com os municípios de aportar os recursos para eles fazerem”, disse ele.
Ao detalhar uma ação coordenada na área da Saúde com ampliação da rede primária e projetar redução de filas, Pivetta acrescentou que não pode descuidar da parte financeira do Estado. Assim, alegou que tem em mente fazer um estado eficiente e sem gastos supérfulos, para que sobre mais recursos para investir tanto na Saúde como em outras áreas.
Ele apontou que a Educação também deve ser um dos grandes legados da gestão que fez com Mauro, destacando o modelo cívico-militar e a entrega de escolas técnicas profissionalizantes que, na sua visão, preparam mais o estudante para a vida.
“O principal legado que eu quero deixar é educação. Educação pública libertadora, um ensino técnico profissionalizante no ensino médio para todos os estudantes, saúde pública que funcione e um estado seguro para todo o nosso povo morar”, completou.
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FONTE: RDNEWS
