Conselheiro do CNJ também é investigado por acordo com a OI

O conselheiro Ulisses Rabaneda, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é um dos investigados pela Polícia Federal na Operação Heritage, deflagrada na manhã desta quinta-feira (6).

 

A PF investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e uso indevido de informações privilegiadas em um acordo de R$ 308 milhões envolvendo o Estado de Mato Grosso e a empresa de telefônia Oi.

 

Os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão no escritório de advocacia de Rabaneda, no Edifício Top Tower, na Avenida do CPA, em Cuiabá. 

 

Considerado um dos advogados mais renomados de Mato Grosso, Rabaneda integra o CNJ desde fevereiro de 2025, após ser indicado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

 

Além do conselheiro, também estão entre os alvos da operação o ex-governador Mauro Mendes (União), o deputado federal Fábio Garcia, candidato a vice-governador na chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), e o desembargador Ricardo Almeida, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT).

 

Ao MidiaNews, a assessoria de imprensa de Rabaneda informou que irá divulgar uma nota sobre o caso em breve. 

 

Ao todo, os policiais federais cumprem 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.

 

Também estão sendo cumpridas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal, bloqueio e indisponibilidade de bens até o limite aproximado de R$ 316 milhões, proibição de saída do país com o recolhimento de passaportes, proibição de contato entre investigados, entre outras medidas cautelares.  

 

A reportagem procurou a assessoria de imprensa do deputado Fábio Garcia, mas até o fechamento dessa reportagem não obteve retorno. O espaço segue aberto. 

 

Operação Heritage

 

As investigações tiveram origem na análise de um acordo celebrado entre o estado e a Oi, com restituição de valores decorrentes de disputa tributária.

 

Há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para viabilizar o desvio de recursos públicos superiores a R$ 308 milhões, mediante a utilização de estrutura financeira composta por fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas, com o objetivo de ocultar e de dissimular a origem, a movimentação e a destinação dos recursos.   

 

Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada, sem prejuízo de outras infrações penais que venham a ser identificadas ao longo da investigação. 

 

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FONTE: MIDIA NEWS

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