Candidata a deputada federal, a ex-primeira-dama Virginia Mendes (União) defendeu, nesta terça-feira (11), a atuação do ex-procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, que deixou o cargo na última sexta-feira (7).
Foi uma injustiça o que fizeram com o Dr. Francisco. Ele é um homem íntegro e comprometido
Lopes pediu exoneração um dia após agentes da Polícia Federal vasculharem a sede da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), em Cuiabá, no âmbito da Operação Heritage. Francisco foi um dos alvos da investigação.
Virginia classificou como “injustiça” a citação do procurador e destacou que o servidor tem “legado de responsabilidade e compromisso com Mato Grosso”.
“Foi uma injustiça o que fizeram com o Dr. Francisco. Ele é um homem íntegro, comprometido com seus deveres e que sempre serviu o nosso Estado com muita responsabilidade”, afirmou.
No âmbito da operação, a ex-primeira-dama e o marido, o ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União), bem como os filhos Luis Antônio Mendes e Ana Carolinne Mendes Facure, também foram alvos da PF.
“Velha política”
Ela ainda comparou o episódio a uma situação envolvendo Mendes quando era prefeito de Cuiabá. À época, ele foi alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Ararath, em 2017, e, após três anos, foi inocentado do caso.
Virginia levantou suspeitas da repetição de episódios envolvendo políticos e familiares em um período próximo às eleições. A denúncia que culminou na operação foi feita pelo candidato ao Senado e ex-governador Pedro Taques (PSB).
“Somos vítimas do sistema da velha política, de pessoas que simplesmente não aceitam a democracia. Mas tenho certeza de que a Justiça será feita. Acredito na Justiça e nossa inocência será certificada por ela”, afirmou.
Virginia também levantou questionamentos sobre o suposto conhecimento antecipado, por parte de adversários políticos, de uma operação que, segundo ela, seria sigilosa.
“É curioso que adversários já falavam que no dia 5 teria uma operação. Como eles sabiam disso, se uma operação dessa natureza é sigilosa? Fica a pergunta: foi informação privilegiada?”, questionou.
A ex-primeira-dama defendeu os filhos e lamentou a exposição do deputado federal Fábio Garcia (União), de quem é aliada e amiga. Segundo ela, familiares não deveriam ser envolvidos em disputas políticas ou em situações das quais não participam.
“Meus filhos não têm nada a ver com isso e não deveriam ter seus nomes expostos”, declarou.
Operação Heritage
A ação da PF foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e visa investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e uso indevido de informações privilegiadas em um acordo de R$ 308 milhões envolvendo o Estado de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi S.A.
Segundo a Polícia Federal, os recursos teriam circulado por 15 fundos de investimento até chegar a familiares de Mendes e Fábio Garcia. Ambos negam atuação no suposto esquema.
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.
Também figuram entre os alvos o desembargador Ricardo Almeida, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Ulisses Rabaneda, o ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho e sua esposa, Mônica Neves Carvalho, as filhas Camilla Padilla de Borbon Novis Neves Carvalho Arruda e Isabelle Regina Padilha de Borbon Novis Neves Carvalho Maluf, além do genro, Helio Palma de Arruda.
FONTE: MIDIA NEWS





