
Juvenal afirma ter comprado parte da fazenda e diz ter sido prejudicado por uma decisão que atingiu 50% da posse do imóvel. As principais acusações contra Ivan Lúcio Amarante, titular da 2ª Vara de Vila Rica, envolvem duas decisões favoráveis a Trindade Nunes Silveira sobre a propriedade.
A primeira ocorreu em fevereiro de 2023, em uma ação na qual Trindade buscava anular uma escritura de compra e venda e reivindicava metade da fazenda. Juvenal também questiona por que o processo começou em Vila Rica, já que o imóvel fica em São Félix do Araguaia.
A segunda decisão foi proferida em 13 de fevereiro de 2024, durante o plantão de Carnaval. O denunciante sustenta que não havia urgência para que o caso fosse analisado no plantão e chama a atenção para o fato de as duas decisões terem ocorrido em 13 de fevereiro, em anos consecutivos.
Juvenal também tenta relacionar a atuação de Ivan ao período investigado em outro procedimento sobre suposta venda de decisões judiciais.
Em relação à juíza Silvana Fleury Curado, a reclamação afirma que ela proferiu uma decisão em fevereiro de 2024 que, na prática, alterava o que havia sido determinado durante o plantão. Segundo Juvenal, essa decisão teria sido posteriormente retirada do processo sem explicação registrada. Dias depois, Silvana determinou o cumprimento da decisão anterior.
O denunciante pediu a suspensão imediata dos efeitos das decisões envolvendo a fazenda e a abertura de investigação disciplinar contra os dois juízes. Mauro Campbell não concedeu a suspensão neste momento e determinou, primeiro, que Ivan e Silvana apresentem suas versões no prazo de 15 dias. Após as manifestações, o CNJ voltará a analisar o caso.
https://www.reportermt.com/
FONTE: ARAGUAIA IN FOCO