Em novo confronto, WF detona projeto de Medeiros para barrar operaes nas eleies | FOLHAMAX

 

O deputado federal e candidato ao Senado, José Medeiros (PL), defendeu impedir operações policiais contra candidatos nos seis meses que antecedem as eleições e acabou sendo rebatido pelo senador e candidato ao Governo, Wellington Fagundes (PL), que afirmou que “quem roubar durante a campanha” também deve ser investigado. Os dois trataram do assunto após serem questionados sobre a Operação Heritage, da Polícia Federal, que atingiu o ex-governador Mauro Mendes (União), também candidato ao Senado.

A fala de Medeiros foi dada após um encontro com o senador Flávio Bolsonaro (PL), quando ele foi questionado se a operação poderia influenciar a campanha eleitoral em Mato Grosso. O parlamentar disse que apresentou um projeto para impedir ações policiais no período pré-eleitoral.

“É uma preocupação de todos os candidatos. Inclusive, coloquei um projeto seguinte: ninguém vai morrer se uma operação deixar de ser feita seis meses antes do período eleitoral. Eu penso que teve todo o tempo do mundo e tem todo o tempo do mundo para se fazer todas as operações possíveis antes do período eleitoral”, afirmou. Medeiros insinuou que a deflagração da Operação Heritage no primeiro dia após o fim do prazo das convenções partidárias não seria apenas uma coincidência.

Mauro e Medeiros disputam uma cadeira no Senado. “Em que pese ser meu adversário, é uma operação no dia do registro das candidaturas, ela é muita coincidência para ser só coincidência”, declarou.

O deputado afirmou ainda que, durante o período eleitoral, investigações desse tipo acabam prejudicando toda a chapa. “Eu tenho um projeto para que, no ano eleitoral, seis meses antes, as operações têm que ser feitas até seis meses antes contra o cara que é candidato, depois, só depois da eleição, porque isso se torna um problema. Isso não é só a questão do cara em si que estiver envolvido em qualquer investigação. Isso acaba refletindo em todas as outras candidaturas daquela coligação. A gente precisa chegar num momento de segurança jurídica nesse país”, completou.

O senador Wellington Fagundes, sem citar Medeiros pelo nome, afirmou que não existe justificativa para suspender operações por causa da campanhas. “Quero dar uma satisfação para a população do meu Estado para não vir alguém amanhã dizer que é inoportuno fazer uma investigação em período eleitoral. Como se alguém que roubar durante a campanha não pudesse ser investigado. Isso é um absurdo. Que me desculpem quem tem a ousadia de fazer uma afirmação como essa. A população exige uma resposta porque o cidadão que está lá pagando imposto não aceita porque ele está sofrendo”, disse.

A discussão ocorre no momento em que a Operação Heritage investiga um suposto esquema envolvendo um acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi. A investigação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, apura suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e uso de informação privilegiada. Mauro Mendes e o deputado federal Fábio Garcia, tiveram os passaportes apreendidos, foram proibidos de deixar o país e de manter contato entre si, além de terem bens bloqueados por determinação judicial.

 

FONTE: Folha Max

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