Gisela e Natasha repreendem Galvan: “Matança de mulheres não pode ser naturalizada”; veja vídeos | Rdnews

A ex-deputada federal Gisela Simona (UB), candidata a vice na chapa do governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), e a médica Natasha Slhessarenko (PSD), também candidata ao Palácio Paiaguás, repreenderam o produtor rural e candidato ao Senado, Antônio Galvan (Avante), por se opor a uma distinção de pena entre homicidas e feminicidas, fala considerada como tentativa de “normalizar” a matança de mulheres. Os posicionamentos de Gisela e Natasha foram dados ao final da sabatina promovida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), nesta quinta-feira (20).

Para Gisela, que tem apoio de Galvan em seu projeto, a declaração do produtor foi inadmissível, pois o cenário de Mato Grosso evidencia uma verdadeira epidemia de feminicídios, que precisa de respostas duras, seja com aumento das penas ou outras ações. “Nós vivemos uma verdadeira epidemia de matança das nossas mulheres. E, enquanto todos não entenderem que isso não é um problema individual, mas é um problema coletivo, nós vamos continuar vendo essa quantidade de mortes acontecendo”, disse ela.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Gisela Simona e Natasha Slhessarenko

Na percepção de Galvan, o aumento da pena ataca a problema, mas não atinge a causa, citando situações pré-crime. Assim, defende que não pode haver distinção entre homem e mulher. Neste cenário, Natasha demonstrou incredulidade com a tese levantada por Galvan, alegando que os dados atuais já apontam 31 feminicídios em Mato Grosso apenas em 2026 e o alto índice de órfãos que esses crimes acarretam, elementos que demandam atenção.

“São 500 órfãos do feminicídio espalhados no nosso estado. É inadmissível imaginar que alguém fale que não existe feminicídio num estado que vem aí, nos últimos anos, batendo recorde de 2,7 mortes de mulheres para cada 100 mil habitantes. Então, é surreal imaginar isso, porque contra fatos não tem argumento […] Eu nunca vi alguém matar… é muito raro a gente ver um homem que foi assassinado, que foi morto pelo fato de ser homem”, alegou ela.

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FONTE: RDNEWS

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