A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL) acatou a recomendação do Ministério Público Estadual (MPE-MT) e instaurou procedimentos administrativos para apurar fatos relacionados à gestão do ex-diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), Rogerinho Dakar (PSDB), flagrado recebendo maços de dinheiro em vídeo vazado no começo do mês de agosto.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Inicialmente, Flávia havia bancado a permanência de Rogerinho, contudo, ele acabou sendo demitido 8 dias depois do vazamento. Conforme o decreto 79/2026, será instaurado sindicância investigativa para esclarecer a natureza dos fatos relacionados à gestão da autarquia e verificar eventual vínculo com a administração de recursos públicos do DAE ou com interesses de terceiros perante o órgão.
A sindicância será conduzida pela Comissão Permanente de Sindicância e Processos Administrativos Disciplinares, vinculada à Secretaria Municipal de Administração. O prazo inicial para conclusão dos trabalhos será de 30 dias, podendo ser prorrogado por igual período, mediante justificativa. Além da sindicância, o decreto determina que a Controladoria-Geral do Município (CGM) realize uma auditoria extraordinária no DAE-VG.
A análise deverá abranger contratos firmados, atos correlatos e pagamentos realizados entre 2 de março e 19 de agosto de 2026, período correspondente à gestão do então diretor-presidente, podendo ser ampliada caso sejam identificados fatos relacionados a outros períodos. A auditoria será conduzida sob coordenação da Controladoria-Geral do Município, com apoio da Controladoria Interna do DAE-VG.
O Município também instituiu, pelo prazo de 180 dias, um regime especial de acompanhamento do DAE-VG. O decreto ainda garante à comissão responsável pela apuração e à equipe de auditoria livre acesso às dependências, sistemas, documentos e informações do DAE-VG. Também fica vedado o pagamento de despesas fora do circuito bancário oficial, ressalvadas as hipóteses de adiantamento previstas na legislação municipal.
Reprodução
O que disse Rogerinho
Antes de deixar o DAE, Rogerinho disse que o vazamento o deixou “surpreso” e considerou que a veiculação das imagens seria pura “contaminação” pelo processo político. Em pronunciamento feito em sua página no Instagram, ele não confirmou o caso e nem explicou a motivação do suposto recebimento de dinheiro em espécie. Apenas alega que sempre fez transações financeiras enquanto empresário e apontou para os feitos da sua gestão à frente do DAE nos últimos meses. Com seu retorno à Câmara, o MP também pediu que ele passe a ser investigado, com risco de cassação.
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FONTE: RDNEWS
