A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), ignorou a orientação do partido em Mato Grosso, deixou o senador e candidato ao Governo, Wellington Fagundes e fechou apoio ao candidato do grupo rival, o governador à reeleição, Wellington Fagundes (Republicanos). Segundo ela, os benefícios entregues ao município se sobrepõe às orientações e demandas de fidelidade partidária.
“Hoje declaro não apenas o apoio. Declaro meu voto. O coração manda e a razão obedece. O mais importante é que não é por partido. Não é por eleição. É por ter conhecido o senhor. É pela competência de gestor público que o senhor nos traz. Quando assumi como prefeita, não sabia o tamanho que o senhor era”, disse.
Ao somar para a lista dos prefeitos do PL que aderiram ao projeto de Pivetta, Flávia citou o suporte oferecido por ele para resolver os problemas em Várzea Grande. Ela considerou que o governador “abraçou de vez” o município. Além de Flávia, nesta semana o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), também traiu o partido e fechou com Pivetta, devido a sua “gratidão”. Ele acabou destituído da presidência e deve ser expulso.
“Poderia ter declarado [apoio] em um palanque com dez mil, vinte mil pessoas ou em uma coletiva de imprensa, mas escolhi andar em Várzea Grande com o senhor. Mostrei os problemas e o senhor atendeu de pronto. Me atendeu no pronto-socorro, na Secretaria de Saúde, pela Secretaria de Infraestrutura e Logística [Sinfra] com asfalto, infraestrutura e recapeamento que hoje acontece nos quatro cantos do município. Agora, abraçou Várzea Grande com a aliança pela água. Eu só quero ser como senhor: crescer e ser gigante”, afirmou.
Por fim, a prefeita classificou Pivetta como um exemplo de bom gestor ao destacar a harmonia entre sensibilidade e conhecimento técnico apresentada pela vida pública do governador. “As decisões são tomadas, pelo senhor, pela forma do coração, mas também pela da razão. Em 1 ano e 8 meses como prefeita, aprendi que tenho que ser como o senhor”, concluiu.
A manifestação pública de Cláudio e agora Flávia, se junta a outros dois dissidentes, Edilson Piaia (Campo Novo do Parecis), que deixou o partido para apoiar Pivetta, e Sérgio Machnic (Primavera do Leste) — ocorreu em meio à cobrança do PL para que prefeitos filiados que decidirem apoiar candidatos adversários, ao menos, se licenciem da legenda durante o período eleitoral.
Os prefeitos do PL estão descontentes com a aliança firmada entre o partido e o MDB, embora tenha aval do presidente nacional, Valdemar Costa Neto e do presidenciável, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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FONTE: RDNEWS
