A Justiça revogou a prisão preventiva do professor do curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Saulo Tarso Rodrigues, preso desde o dia 10 de agosto sob a acusação de perseguir, assediar e ameaçar uma estudante da instituição.
A decisão de primeiro grau entendeu que não era mais necessário mantê-lo na cadeia. A revogação ocorreu com o parecer favorável do Ministério Público, que considerou as medidas protetivas de urgência fixadas em favor da acadêmica suficientes para controlar o risco e evitar novos contatos.
Saulo havia sido detido pela Polícia Civil na Operação Mulheres Seguras após a vítima, uma caloura do curso de Direito, denunciar que o docente fazia abordagens insistentes fora do ambiente acadêmico, com convites para sair, comentários sobre suas roupas e mensagens de texto mesmo após ser bloqueado.
O processo corre em segredo de Justiça. Antes de ser solto, a defesa do docente tentou converter a prisão em domiciliar no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, alegando que o acusado sofre de crises e faz uso contínuo de medicamentos psiquiátricos.
O pedido, no entanto, foi negado no plantão do último domingo (30) pelo desembargador Orlando Perri, que citou laudos do sistema prisional atestando atendimento médico regular no Centro de Detenção e na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá.
Esta não é a primeira acusação enfrentada pelo advogado. Em julho deste ano, Saulo foi condenado pela 1ª Vara de Violência Doméstica de Cuiabá a 10 meses e 15 dias de prisão em regime aberto por perseguir a ex-companheira entre setembro e outubro de 2022.
Na ocasião, o juiz Valter Fabrício Simioni da Silva fixou indenização de R$ 3 mil por danos morais após comprovar o envio de e-mails intimidatórios e cobranças insistentes por encontros.
O professor responderá ao processo em liberdade, mas permanece afastado preventivamente de suas atividades acadêmicas na Universidade Federal de Mato Grosso.
FONTE: MIDIA NEWS
