sábado, setembro 5, 2026

Brasil devia se unir aos EUA e levar CV e PCC à extinção, defende Pivetta | Rdnews

Brasil devia se unir aos EUA e levar CV e

O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), defendeu que o Brasil deveria aproveitar o movimento dos Estados Unidos, que declarou as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, para firmar parceria estratégica e levá-las à extinção. A manifestação ocorreu nesta semana duranta entrevista à Rádio Jovem Pan Cuiabá.

Na visão de Pivetta, o Estado Paralelo, liderado pelo crime organizado possui sua própria estrutura onde o Estado não consegue chegar: dominío de território; imposição de taxas ao cidadãos; punição a criminosos e moradores; e exploração do tráfico e outros crimes para arrecadação e fundos. Deste modo, criticou o Governo do presidente Lula (PT), que se mostrou contrário à designação dada pelos Estados Unidos.

“Aproveitar o ensejo e fazer uma política pública nacional de extinção do crime organizado. Nós já temos um Estado brasileiro, que é o Estado Oficial, e está se criando, paralelo ao Estado brasileiro, um Estado do Crime. E nós estamos achando que isso é brincadeira. O governo brasileiro acha que não precisa, acha que não é bem assim, enquanto isso, o crime prospera”, comentou.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

O Governo Federal teme que declaração dos EUA sirva como instrumento para realização de operações em solo brasileiro, considerando uma quebra da soberania do país. Pivetta, que é apoiador do candidato a presidente e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), expôs que torce pela vitória dele para que consiga melhorar o diálogo com os americanos em uma ofensiva contra a criminalidade, incluindo o sufucamento financeiro das organizações.

“Eu acho que o Brasil tem que aproveitar essa oportunidade, espero que o próximo presidente faça isso, de se aliar aos Estados Unidos, numa política de transferência de tecnologia, de conhecimento, para realmente acabar com as organizações criminosas. Nós podemos fazer isso, é hora de fazer”, disse.

“Nós estamos, como diria o Ronaldo Caiado, nós viramos a Disney do crime, porque 900 quilômetros com a Bolívia aqui [em Mato Grosso] de fronteira seca, não tem um militar do exército brasileiro cuidando. Nós temos que cuidar dessa fronteira”, manifestou ele, expondo descontentamento com a falta de militares na região de fronteira, serviço que deveria ser do Governo Federal, mas que acaba sobrecarregando os estados que fazem fronteira com outros países.

 

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FONTE: RDNEWS

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