
O resultado coloca a avaliação administrativa no centro da disputa eleitoral. Enquanto 66% aprovam o governo Pivetta, 30% desaprovam a gestão e outros 4% não souberam ou preferiram não responder, conforme os números apresentados pelo instituto.
Para um governador que disputa a permanência no Palácio Paiaguás, o índice representa um ativo político importante. A campanha passa a ter a possibilidade de explorar eleitoralmente uma administração que, segundo o levantamento, conta com aprovação majoritária da população.
A pesquisa ganha ainda mais relevância quando observada em conjunto com o cenário eleitoral. Em levantamento do próprio Real Time Big Data sobre intenção de voto, Pivetta aparece com 27%, atrás de Wellington Fagundes (PL), que registra 34%. A diferença entre os dois é de sete pontos percentuais.
Isso cria um dos principais desafios da campanha governista: converter aprovação administrativa em intenção efetiva de voto.
Embora aprove o trabalho realizado pelo governo, parte do eleitorado ainda não transferiu essa avaliação para a escolha eleitoral. É justamente nesse espaço que a campanha de Pivetta encontra uma possibilidade de crescimento durante a reta mais intensa da eleição.
AVALIAÇÃO DO GOVERNO
O Real Time Big Data também pediu aos entrevistados que classificassem diretamente o desempenho da administração estadual.
Nesse recorte, 35% consideram o governo ótimo ou bom, enquanto 41% classificam a gestão como regular.
Outros 22% avaliam o governo como ruim ou péssimo, e 2% não souberam ou não responderam.
Os dois indicadores medem aspectos diferentes da percepção do eleitor. Enquanto a pergunta direta sobre aprovação registra 66% de respaldo ao governo, a classificação qualitativa mostra uma parcela expressiva de eleitores posicionada no campo do “regular”.
Esse grupo de 41% pode se tornar estratégico para a disputa, já que reúne eleitores que não rejeitam necessariamente a administração, mas também não a classificam entre ótima e boa.
APROVAÇÃO VIRA ATIVO ELEITORAL
Com a campanha entrando em uma etapa de maior exposição dos candidatos, o desafio de Pivetta será transformar os 66% de aprovação em votos suficientes para reduzir a distância para Wellington Fagundes e ampliar sua competitividade na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Os números mostram que existe diferença entre a avaliação de um governo e a decisão eleitoral. Um eleitor pode aprovar uma administração e, ainda assim, optar por outro candidato quando chega à urna.
Por outro lado, uma aprovação de dois terços do eleitorado oferece à candidatura governista uma base política relevante para trabalhar a mensagem de continuidade, especialmente quando a campanha passa a comparar resultados administrativos, propostas e capacidade de gestão.
Nesse sentido, a eleição coloca frente a frente duas forças distintas apontadas pelas pesquisas: Wellington lidera atualmente na intenção de voto, enquanto Pivetta chega à fase decisiva da campanha sustentado por uma aprovação administrativa de 66%.
PESQUISA
O Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores de Mato Grosso. Conforme as informações divulgadas, as entrevistas foram realizadas no fim de agosto e início de setembro.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-07156/2026.
Com dois em cada três eleitores aprovando sua gestão, Pivetta chega à reta decisiva com um ativo importante nas mãos. A questão que passa a dominar a estratégia governista é até que ponto essa aprovação conseguirá ser convertida em voto.
FONTE: ARAGUAIA IN FOCO