O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), assegurou que segue cobrando as empresas que tocam as obras de implatação do BRT, modal que substituiu o VLT e deve ligar Cuiabá a Várzea Grande, embora reconheça que foram apresentadas justificativas plausíveis para uma pequena lentidão na execução do projeto de mobilidade. A expectativa do ex-governador Mauro Mendes (UB) seria entregar as obras até dezembro deste ano – prazo que segue mantido, assegura o atual mandatário.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Durante entrevista nesta terça-feira (8) no Mercardo do Porto, em Cuiabá, Pivetta expressou que o prazo de conclusão ainda neste ano segue válido ao menos para o primeiro trecho, na Capital. Atualmente estão sendo feitas as instalações das estações de embarque e desembarque ao longo da Avenida Historiador Rubens de Mendonça, a Avenida do CPA.
“Estou acompanhando, todo dia cobrando, está indo num ritmo não como gostaríamos, mas está no bom caminho, está dentro do novo contrato. Então até o final do ano nós vamos ter as obras 100% terminadas nesse primeiro trecho”, manifestou ele, quando questionado pelo
Indagado ainda se os entraves são causados por falta de mão de obra, o governador relembrou o começo da implantação do BRT, ainda no tempo do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), que cobrava a apresentação de projetos junto à Prefeitura. Ele era defensor da conclusão do VLT, projetado inicialmente projeto para a Copa do Mundo de 2014, mas que nunca foi concluído e ficou conhecido como o “filho da corrupção” no governo do ex-governador Silval Barbosa. Conforme relato de Pivetta, ainda há diálogo com as atuais empresas sobre as dificuldades da execução, que fogem de análises prévias.
“Eu acredito que está dentro do cronograma das empresas. Cada uma tem a sua estratégia. Eu cobro muito e o pessoal tem dado explicações plausíveis, então as empresas que estão fazendo são empresas sérias, renomadas aqui do Mato Grosso. Nós perdemos muito tempo com empresa que não performou, e até rescindir [o contrato] e refazer tudo, a licitação novamente… Agora é uma questão de tempo, aí a gente termina as obras”, completou.
Prorrogação
Apesar da expectativa de Pivetta, o Governo prorrogou, em julho deste ano, os prazos de vigência e de execução do contrato firmado com o Consórcio Integra BRT, responsável pelas obras de implantação do BRT, por mais 150 dias. O novo termo aditivo foi publicado no Diário Oficial do Estado.
Conforme o documento, o prazo de vigência do contrato passa de 485 para 635 dias, com término previsto para 16 de fevereiro de 2027. Já o prazo de execução das obras foi ampliado de 360 para 510 dias, com nova data de conclusão em 18 de novembro de 2026.
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FONTE: RDNEWS
