Pivetta lidera entre homens e alta renda; WF entre as mulheres

Os dados do cruzamento demográfico da pesquisa AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira (11) mostram que a disputa pelo Governo de Mato Grosso tem territórios bastante distintos entre os três principais candidatos.

 

Otaviano Pivetta (Republicanos) apresenta seu melhor desempenho entre homens, eleitores de meia-idade e de renda mais alta. Wellington Fagundes (PL) lidera entre mulheres, eleitores mais velhos e na maior parte das regiões pesquisadas.

 

Natasha Slhessarenko (PSD) se sobressai entre os mais jovens, agnósticos, eleitores de Lula e em alguns segmentos específicos de renda.

 

Entre os homens, Pivetta aparece na frente, com 38,6%, contra 33,5% de Wellington e 15,1% de Natasha. Entre as mulheres, o cenário se inverte: Wellington lidera com 34,8%, enquanto Natasha chega a 31,1% e Pivetta fica com 23,5%.

 

Idade divide eleitorado

 

A segmentação por idade revela diferenças ainda maiores. Entre os eleitores de 16 a 24 anos, Natasha lidera com 32,3%, seguida por Pivetta, com 24,9%, e Wellington, com 22,3%.

 

Wellington assume a dianteira entre os eleitores de 25 a 34 anos, com 38,9%, contra 25,2% de Pivetta e 20,5% de Natasha. Pivetta, por sua vez, tem sua maior vantagem na faixa de 35 a 44 anos: 45,4%, ante 34,9% de Wellington e 14,1% de Natasha.

 

Nas duas faixas mais velhas, Wellington volta à liderança. Entre 45 e 59 anos, tem 32,5%, contra 26,7% de Pivetta e 23,7% de Natasha. Entre aqueles de 60 anos ou mais, Wellington chega a 40%, Pivetta tem 30,5% e Natasha, 28,8%.

 

Wellington domina escolaridade; Pivetta cresce com renda

 

No recorte por escolaridade, Wellington lidera nos três níveis apresentados. Tem 32,1% no ensino fundamental, 34,9% no ensino médio e 36,5% entre eleitores com ensino superior. Pivetta registra, respectivamente, 32%, 33,3% e 26,8%. Natasha marca 24,5%, 17,4% e 29%.

 

A renda produz um cenário mais fragmentado. Wellington lidera entre quem recebe até R$ 2 mil, com 29,7%, e principalmente entre os eleitores com renda de R$ 3 mil a R$ 5 mil, onde alcança 43,3%.

 

Natasha tem seu destaque entre quem recebe R$ 2 mil a R$ 3 mil, segmento no qual lidera com 41,6%, contra 29,9% de Pivetta e 19,1% de Wellington.

 

Pivetta, por outro lado, assume a dianteira nas duas maiores faixas de renda. Entre quem ganha R$ 5 mil a R$ 10 mil, registra 40%, contra 36% de Wellington e 16,9% de Natasha. Acima de R$ 10 mil, Pivetta mantém a liderança, com 34,3%, seguido por Wellington, com 31,4%, e Natasha, com 27,4%.

 

Religião favorece Wellington

 

Wellington apresenta vantagem expressiva nos segmentos religiosos. Entre os católicos, marca 36,2%, contra 30,6% de Pivetta e 26,6% de Natasha. Entre os evangélicos, chega a 40,3%, ante 36,5% de Pivetta e apenas 7,1% de Natasha.

 

Entre os que declararam outra religião, Wellington também lidera, com 43,1%, seguido por Natasha, com 36,2%.

 

Natasha, entretanto, dispara entre os agnósticos ou ateus, alcançando 69,3%. Também aparece na frente entre os que se declararam sem religião, com 28,8%.

 

Wellington lidera em quatro das cinco regiões

 

Geograficamente, Wellington aparece na frente em quatro dos cinco recortes apresentados. Lidera na Capital, com 28,9%; em Rondonópolis e Barra do Garças, com 49,8%; em Cáceres, com 38,7%; e em Sinop, com 39,1%.

 

A exceção é a Região Intermediária de Cuiabá, onde Natasha alcança 38,9%, enquanto Wellington e Pivetta aparecem empatados numericamente em 17,2%.

 

Voto de 2022 expõe nichos

 

O comportamento eleitoral de 2022 também ajuda a explicar os nichos atuais. Entre quem votou em Wellington para o Senado, ele mantém 48,6%. Pivetta lidera entre os antigos eleitores de Antonio Galvan, com 45,8%.

 

No recorte presidencial, Wellington chega a 57,9% entre os que se definem bolsonaristas. Pivetta, porém, lidera entre os antipetistas, com 47,1%, e entre os antipetistas e antibolsonaristas, com 44,9%.

 

Natasha concentra sua maior força no campo ligado ao presidente Lula: entre os eleitores que votaram no petista no segundo turno de 2022, ela alcança 67%. Entre os que se declaram petistas, o índice dispara para 93,3%.

 

A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.209 eleitores de Mato Grosso, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR), entre os dias 4 e 9 de setembro de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números MT-02766/2026 e BR-08540/2026.

 

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FONTE: MIDIA NEWS

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