Há momentos na história em que uma nação precisa decidir não apenas quem irá governá-la, mas quais princípios pretende preservar. O Brasil chegou a esse momento.
Uma democracia verdadeiramente livre não pode existir apenas para quem pensa de determinada maneira.
Durante anos, mudanças profundas foram acontecendo diante dos nossos olhos. Valores que durante gerações ajudaram a sustentar nossa sociedade passaram a ser questionados. Defender a família, professar a fé, manifestar uma opinião conservadora ou simplesmente discordar de determinadas ideias passou, muitas vezes, a exigir coragem.
E isso precisa nos preocupar.
Uma democracia verdadeiramente livre não pode existir apenas para quem pensa de determinada maneira. Liberdade de expressão só é liberdade quando protege também a opinião que incomoda, contraria e desafia aqueles que estão no poder. Quando o cidadão começa a medir cada palavra por medo das consequências de manifestar aquilo em que acredita, alguma coisa está errada.
Não podemos aceitar como normal um Brasil em que milhares de pessoas sintam que precisam permanecer caladas.
Sou conservadora, sou de direita, sou militar e sou cristã. Nunca escondi aquilo em que acredito. Defendo Deus, Pátria, Família e Liberdade porque esses princípios fazem parte da minha história e da história de boa parte dos brasileiros.
E não aceito que essas convicções sejam tratadas como motivo de vergonha.
Também não podemos ignorar a disputa ideológica que atravessa nosso país. A esquerda brasileira jamais escondeu sua proximidade histórica com governos e movimentos socialistas da América Latina. Cuba e Venezuela estão aí para mostrar que nenhum projeto político deve receber um cheque em branco quando começa a concentrar poder, enfraquecer liberdades e colocar o Estado acima do cidadão.
A história ensina que a liberdade raramente desaparece de uma única vez. Ela vai sendo reduzida aos poucos. Primeiro, relativizam-se valores. Depois, tenta-se deslegitimar quem pensa diferente. O contraditório passa a ser tratado como ameaça e o adversário como alguém que precisa ser eliminado do debate público.
É justamente aí que uma sociedade precisa reagir democraticamente.
Não com violência. Não com ruptura. Mas com coragem, participação política, instituições funcionando dentro de seus limites e, sobretudo, com voto.
O Brasil não pertence a um partido, a um governo, a um tribunal ou a uma ideologia. O Brasil pertence aos brasileiros.
Por isso, 2026 representa muito mais do que outra eleição. Será uma oportunidade para cada cidadão decidir qual país deseja deixar para seus filhos e netos. Um país onde as pessoas tenham liberdade para trabalhar, empreender, educar seus filhos, professar sua fé e manifestar suas convicções sem medo.
Eu já fiz a minha escolha.
Escolhi permanecer ao lado daqueles que não aceitam entregar sua liberdade em troca de silêncio ou conveniência. Escolhi defender os valores nos quais acredito, ainda que isso tenha um preço político. Escolhi continuar lutando por um Brasil no qual ninguém precise pedir licença para amar sua Pátria, defender sua família ou professar sua fé.
Podem tentar nos intimidar. Podem tentar nos dividir. Podem tentar transformar nossas convicções em motivo de constrangimento. Mas há algo que nenhum sistema pode retirar de um povo que decidiu permanecer de pé: a consciência de que a liberdade merece ser defendida.
O futuro do Brasil não está escrito.
Ele será decidido por nós.
E eu escolho a liberdade.
Coronel Fernanda é deputada federal por Mato Grosso
FONTE: MIDIA NEWS
