O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), e os candidatos ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil) e Margareth Buzetti (PP), todos do mesmo grupo, estão sendo sabatinados pelo setor empresarial de Cuiabá, na noite desta segunda-feira (14). A intenção é tratar das propostas voltadas ao desenvolvimento econômico da capital.
A organização é da Câmara de Dirigentes Lojistas, a CDL Cuiabá, em parceria com indicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Sindipetróleo-MT), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o Sindicato das Concessionárias de Veículos (Sincodiv) e a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Pivetta foi perguntado sobre a possibilidade de Mato Grosso encabeçar uma discussão com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para padronizar o IPVA e evitar desequilíbrios. Em resposta, ele se mostrou aberto a dialogar sobre questões tributárias, mas ressaltou que Mato Grosso está na média em comparação às demais unidades da federação. Ele defendeu que o estado continue investindo, seja em pavimentação para ajudar no escoamento da produção agrícola, e que isso está atrelado à arrecadação do estado. Pivetta afirmou que não vai impor mais tributos ou aumentar o custo da máquina.
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O ex-governador Mauro foi questionado se há como destravar o setor de refino dos combustíveis para que ele deixe de ficar refém das oscilações de mercado. Mauro criticou a lentidão e burocracia existente no Brasil. Na sua visão, quando o país conseguir destravar esse cenário de importação de derivados, o mundo estará passando pela transição energética, ou seja, o petróleo não será mais a fonte principal de energia: “Nunca seremos país de primeiro mundo se a administração não for eficiente”.
Buzetti foi questionada inicialmente pelo debate da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1. Para ela, os trabalhadores deveriam dialogar diretamente com os patrões, argumentando que o setor de serviços não pode ser prejudicado com uma demanda do Governo. Ela defendeu a necessidade de que sejam respeitados os acordos coletivos com os sindicatos. Ela considera que essa “regulação” vai engessar a Constituição Federal e criar novas obrigações.
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Sabatina
O encontro reunirá uma coligação por dia, com os principais candidatos ao governo e ao senado. Na terça-feira (15), será a vez da candidata ao Governo Doutora Natasha (PSD) e os candidatos ao Senado, Pedro Taques (PSB) e Carlos Fávaro (PSD), que busca a reeleição. Na quarta-feira (16), os empresários vão ouvir o candidato ao Governo, Wellington Fagundes (PL), e os candidatos ao Senado, José Medeiros (PL) e Janaina Riva (MDB).
Os candidatos tiveram a oportunidade de fazer uma fala inicial. Na sequência, foram questionados pelos presidentes e representantes das entidades organizadorasque trataram de pautas dos setores de comércio, serviços e infraestrutura urbana. O objetivo é oferecer um espaço para discussão de temas relevantes para a gestão do setor nos próximos quatro anos de Governo e oito anos de Senado.
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FONTE: RDNEWS
