BC amplia uso do PIX em contas-salrios e refora combate a fraudes | FOLHAMAX

 

O Banco Central (BC) informou, nesta sexta-feira (18), que aprovou uma série de mudanças na regulamentação do PIX para ampliar o uso da ferramenta e reforçar mecanismos de segurança. Entre as principais novidades estão a autorização para o uso do PIX Automático em contas-salário e a criação de regras específicas para a chamada cobrança híbrida, que reúne boleto bancário e QR Code do PIX em um mesmo documento.

As medidas também endurecem regras para instituições participantes do sistema, aceleram a exclusão de empresas punidas e ampliam as obrigações de bancos e fintechs no combate a fraudes.

PIX Automático é uma modalidade para pagamentos recorrentes, como mensalidades, assinaturas e contas. O cliente autoriza uma vez e as cobranças seguintes são pagas automaticamente, sem precisar confirmar cada operação.

O g1 reuniu as principais mudanças.

Veja abaixo:

PIX Automático em contas-salário

O que prevê a regulamentação da cobrança híbrida

Participação no PIX poderá deixar de ser obrigatória em alguns casos

Regras mais rígidas para entrada e permanência de instituições

Exclusão de participantes passa a valer imediatamente

Novas regras para suspeitas de fraude

Senado aprova proposta que cria o PIX automático para pagamento de Pensão Alimentícia

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PIX Automático em contas-salário

Uma das atualizações permite a realização de pagamentos por meio do PIX Automático a partir de contas-salário.

Na prática, trabalhadores poderão autorizar pagamentos recorrentes, como mensalidades, assinaturas e contas de consumo, usando os recursos depositados nesse tipo de conta.

Segundo o Banco Central, a mudança adequa as regras do PIX às normas mais recentes sobre débitos automáticos interbancários e amplia as possibilidades de uso das contas-salário.

O BC ressalta que o PIX Automático será a única modalidade de envio de PIX permitida para essas contas.

Continua proibido o recebimento de outras transferências via PIX, exceto devoluções e pagamentos realizados pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Quando entra em vigor: 1º de julho de 2027.

Cobrança híbrida

O Banco Central também regulamentou a chamada cobrança híbrida, prática já utilizada por parte do mercado e que permite ao consumidor escolher entre pagar uma cobrança por boleto ou por PIX.

Nesse modelo, um mesmo documento reúne:

o código de barras do boleto;

o QR Code do PIX Cobrança.

Segundo a autoridade monetária, a regulamentação busca reduzir riscos operacionais e evitar pagamentos indevidos ou em duplicidade.

As novas regras determinam que:

a modalidade só poderá ser usada em cobranças PIX com vencimento;

será permitida apenas para boletos comuns e boletos dinâmicos sem vínculo com ativos financeiros;

boletos de proposta não poderão utilizar a cobrança híbrida;

boletos de depósito e de aporte também ficam excluídos da modalidade;

o PIX Cobrança deverá ser automaticamente cancelado quando o boleto for pago;

instituições financeiras deverão bloquear pagamentos quando identificarem que o boleto já foi quitado.

Caso uma falha operacional permita uma cobrança indevida, a instituição responsável terá de corrigir a situação com recursos próprios, sem prejuízo para o pagador ou para o recebedor.

Quando entra em vigor: 1º de fevereiro de 2027.

Participação no PIX poderá deixar de ser obrigatória em alguns casos

O BC também vai dispensar a participação obrigatória no PIX para determinadas instituições financeiras.

A medida vale para empresas com mais de 500 mil contas transacionais ativas quando as características de seus clientes ou de seu modelo de negócios não justificarem o acesso à infraestrutura do sistema.

Quando entra em vigor: imediatamente.

Regras mais rígidas para entrada e permanência de instituições

Regras mais rígidas para adesão e permanência de instituições financeiras no arranjo do PIX também foram aprovadas.

Entre as mudanças estão:

possibilidade de anulação de aprovações obtidas com informações falsas ou omissões relevantes;

suspensão imediata de instituições submetidas à liquidação extrajudicial;

criação de mecanismos de saída ordenada para proteger os clientes dessas instituições;

ajustes nas regras de cancelamento ou cassação de autorização de funcionamento.

Segundo o Banco Central, as alterações buscam aumentar a segurança do sistema e reduzir riscos para os usuários em situações de deterioração financeira das participantes.

Quando entra em vigor: imediatamente.

Exclusão de participantes passa a valer imediatamente

Outra mudança reduz o prazo para retirada de instituições punidas do sistema.

Atualmente, participantes excluídos por descumprimento de regras permanecem no PIX por até 30 dias após a decisão definitiva.

Com a nova regra, a exclusão passará a produzir efeitos imediatamente depois da comunicação da penalidade.

Quando entra em vigor: imediatamente.

Novas regras para suspeitas de fraude

Por fim, a autoridade monetária alterou as regras relacionadas às marcações de fundada suspeita de fraude no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), base que reúne as chaves PIX.

A regulamentação deixa mais claras as responsabilidades das instituições financeiras pelo registro e eventual cancelamento dessas marcações.

Entre as novidades estão:

obrigação de informar o cliente sempre que houver uma marcação de suspeita de fraude;

comunicação da data do registro e da possibilidade de contestação;

disponibilização de canais para esclarecimentos e pedidos de revisão;

prazo máximo de sete dias para resposta ao usuário;

obrigação de cancelar a marcação quando não houver mais elementos que sustentem a suspeita.

Quando entra em vigor: 1º de fevereiro de 2027 para a obrigação de comunicação aos usuários e imediata para as demais disposições.

FONTE: Folha Max

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