
Entre as principais ameaças do começo do ciclo estão o percevejo-castanho, as lagartas e a mosca-branca. Em entrevista ao GD, o assessor técnico de Agricultura do Sistema Famato e engenheiro-agrônomo Alex Oliveira Rosa explicou que o monitoramento deve começar logo nos primeiros dias após o plantio, principalmente neste período de seca, que pode favorecer o aumento da incidência de pragas.
“O monitoramento desde os primeiros dias do cultivo é uma das principais estratégias para identificar infestações e evitar prejuízo. Quanto mais seca, maior vai ser a incidência de pragas na lavoura. Por isso, é necessário um maior monitoramento e cuidado”, alertou.
O percevejo-castanho exige atenção principalmente no início da lavoura, pois pode atacar as raízes e comprometer a emergência das plantas. Conforme a soja se desenvolve, outras pragas, como lagartas e mosca-branca, podem provocar danos às folhas e prejudicar o crescimento da cultura.
Nas fases mais avançadas, durante a formação das vagens e dos grãos, o alerta passa a ser principalmente para os percevejos, que sugam os grãos e podem afetar tanto a produtividade quanto a qualidade da produção.
Segundo Alex, o acompanhamento deve ser realizado durante todo o ciclo da soja, que em Mato Grosso pode durar entre 115 e 120 dias, dependendo da cultivar e das condições da área.
Uma das técnicas utilizadas é a chamada “batida de pano”, que permite identificar a presença e a quantidade de insetos na lavoura. A partir desse monitoramento, o produtor consegue verificar se a população atingiu o nível de dano econômico e avaliar a necessidade de controle.
A orientação é evitar aplicações preventivas de defensivos sem haver presença ou quantidade significativa de pragas. Além de elevar os custos, o uso inadequado dos produtos pode reduzir a eficiência do controle. “O manejo integrado de pragas e o monitoramento são de suma importância. O produtor consegue verificar o nível de dano econômico para tomar a melhor decisão”, explicou.
Alex ressalta que o controle deve ser realizado no momento adequado. Quando a infestação está muito avançada, o combate pode ser mais difícil e os prejuízos à lavoura, maiores.
Além das pragas, os produtores também precisam monitorar doenças que podem atingir a soja, como a ferrugem-asiática. A identificação precoce e o acompanhamento constante da lavoura ajudam na tomada de decisões durante toda a safra.
Previsão para a safra 25/26
Mato Grosso também registrou crescimento nas exportações de derivados de soja nos primeiros sete meses de 2026. Entre janeiro e julho, foram embarcadas 5,22 milhões de toneladas de farelo de soja, aumento de 10,26% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,74 milhões de toneladas.
Os dados foram compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Para a safra 2025/26, o Imea estima produção de 10,33 milhões de toneladas de farelo de soja e 2,72 milhões de toneladas de óleo de soja.
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FONTE: ARAGUAIA IN FOCO