Russi exige da Caixa data para entrega de 1.416 casas em MT

O deputado estadual Max Russi cobrou da Caixa Econômica Federal prioridade e uma data definitiva para a entrega das 1.416 casas dos Residenciais Carvalho I, II e III, em Barra do Garças. Na última quinta-feira (24), ele apresentou na Assembleia Legislativa de Mato Grosso um requerimento que exige explicações formais sobre os sucessivos adiamentos e a divulgação imediata da lista de famílias beneficiadas.

 

São mães sozinhas, idosos e trabalhadores pagando aluguel enquanto olham para casas prontas e vazias

Só neste ano, as famílias beneficiárias ouviram três promessas de entrega: abril, julho e setembro. Nenhuma foi cumprida. Agora, a data foi empurrada mais uma vez, para a última semana de outubro, sob a justificativa de “alterações do Ministério das Cidades”, sem que se diga quais.

 

“Chega de desculpa. A Caixa promete, marca data e depois adia de novo. Isso é desrespeito com o povo de Barra do Garças. São mães sozinhas, idosos e trabalhadores pagando aluguel enquanto olham para casas prontas e vazias. Eu quero uma data definitiva, por escrito, com nome e responsável”, afirmou Max Russi.

 

Recurso do Estado destravou a obra

 

A obra começou em 2013 e parou em 2015, quando a Caixa rescindiu os contratos com as construtoras. Ficou quase dez anos abandonada, e parte das casas virou ruína e teve de ser demolida.

 

A retomada só foi possível com dinheiro de Mato Grosso. Max Russi viabilizou, junto ao governador Mauro Mendes, o aporte de quase R$ 12 milhões do Governo do Estado (R$ 11,6 milhões) para destravar o empreendimento. O investimento foi anunciado em março de 2023, e as máquinas voltaram ao canteiro em maio daquele ano.

 

“Quando ninguém mais acreditava nessa obra, eu fui ao governador Mauro Mendes e pedimos ajuda. O Estado colocou quase R$ 12 milhões para destravar o Carvalho. Nós fizemos a nossa parte. Agora a Caixa tem que fazer a dela e entregar as chaves”, disse o deputado.

Três prazos descumpridos só em 2026

 

• Abril de 2026: prazo anunciado com a obra em 85% e não cumprido;

 

• Julho de 2026: nova previsão, também descumprida;

 

• Setembro de 2026: a Caixa anunciou a primeira etapa, com 500 casas, e garantiu que as famílias passariam o Natal em casa. Não aconteceu.

 

“Toda vez a família se organiza, deixa de renovar o aluguel, planeja a mudança, e toda vez leva um balde de água fria. Não vou aceitar que a próxima promessa tenha o mesmo destino das outras”, disse Max Russi.

Famílias ainda não sabem se foram contempladas

 

A poucas semanas da nova data prometida, a lista oficial de beneficiários ainda não foi divulgada. Milhares de famílias que se inscreveram no programa continuam sem saber se vão receber uma casa, e quem foi contemplado não consegue se programar: avisar o dono do imóvel alugado, juntar a documentação, organizar a mudança e matricular os filhos em escola perto do novo endereço.

 

Por isso, Max Russi cobra da Caixa e da Prefeitura a divulgação imediata da relação das famílias beneficiadas e do cronograma de assinatura dos contratos.

 

“Como é que uma mãe vai se preparar para mudar se ela nem sabe se o nome dela está na lista? A família precisa de tempo para se organizar, entregar a casa de aluguel, preparar a mudança. Divulgar a lista é o mínimo de respeito com quem espera há mais de uma década”, cobrou o deputado.

 

O requerimento exige que a Caixa informe:

 

• a data definitiva de entrega de cada etapa e o que ainda falta na obra, com o responsável por cada pendência;

• quando a lista de famílias beneficiadas será divulgada, quantos cadastros já foram aprovados e quando os contratos serão assinados;

• quantos aditivos a construtora recebeu e se foi multada pelos atrasos;

• quem responde se as casas prontas forem invadidas ou depredadas;

• o que acontece se o prazo de outubro também falhar.

 

O Ministério das Cidades terá de dizer quais alterações travaram a entrega e se o dinheiro para concluir a obra está garantido. O deputado também pede aluguel social para as famílias prejudicadas pelos sucessivos atrasos. As respostas foram pedidas com base na Lei de Acesso à Informação, que dá prazo de 20 dias.

 

“São quase R$ 12 milhões do povo de Mato Grosso nessa obra. Não vou largar esse assunto até a última família entrar na sua casa”, concluiu Max Russi.

FONTE: MIDIA NEWS

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