Nadar 10 quilômetros, pedalar 421 quilômetros e, na sequência, correr o equivalente a duas maratonas. Esse é o desafio enfrentado por Alessandro Medeiros, campeão mundial de Ultraman em sua categoria, que há sete anos mantém uma alimentação baseada principalmente em carne vermelha e gordura animal.
Atleta de endurance há cerca de 35 anos, Medeiros esteve em Cuiabá na última semana para participar como palestrante do 2º Simpósio Brasileiro de Dieta Carnívora. Durante o evento, ele compartilhou sua experiência com a estratégia alimentar, adotada inicialmente com o objetivo de perder peso.
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A mudança foi indicada pela nutricionista Letícia Moreira, responsável pelo acompanhamento do atleta. O que começou como uma estratégia para emagrecimento acabou se tornando parte de sua rotina alimentar.
Segundo Alessandro, os resultados foram além das mudanças na saúde e na composição corporal. Foi também após a adoção da dieta que ele alcançou os principais resultados de sua trajetória esportiva.
“Eu sempre fui atleta, há 35 anos, mas nunca estive no topo do ranking mundial. Hoje somos campeões mundiais da minha categoria na prova de Ultraman, realizada no Havaí”, afirmou.
Em 2025, o atleta já participou de uma entrevista especial ao
, na qual detalhou como funciona sua dieta carnívora, adotada há seis anos, com alimentação baseada no consumo de proteínas e gorduras de origem animal. Na ocasião, Medeiros destacou que constância, simplicidade e autoconhecimento são os verdadeiros pilares da alta performance.
Confira a entrevista especial
Alimentação e rotina de treinos
A dieta de Alessandro também chama a atenção pela frequência das refeições. Mesmo submetido a uma rotina de exercícios de alta intensidade e longa duração, o atleta relata que, em determinados períodos, concentra sua alimentação em apenas uma refeição diária.
“Hoje, como exemplo, eu faço um jejum de 24 horas. Treino na parte da manhã, treino na parte da tarde e só me alimento uma vez ao dia”, contou.
A nutricionista Letícia Moreira, por sua vez, ressalta que a dieta carnívora não precisa seguir um modelo tão restritivo quanto o adotado pelo campeão mundial. Segundo ela, outros alimentos de origem animal, como peixes, ovos, frango e leite, também podem fazer parte da estratégia alimentar.
“As pessoas não precisam ser carnívoras. Não é isso que a gente quer, que as pessoas só comam carne, mas apenas que não tirem a carne do prato. Esse é o nosso grande ponto principal”, explicou.
Rodinei Crescêncio

Da pecuária ao consumidor
A participação de Alessandro no simpósio também foi destacada pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), que vê no relato do atleta uma oportunidade de aproximar os diferentes elos da cadeia produtiva da carne bovina.
Para o diretor de Projetos do instituto, Bruno de Jesus Andrade, histórias como a do campeão mundial ajudam a mostrar como o produto está presente na alimentação dos consumidores.
“A pecuária não termina na porteira ou na indústria. No final dessa cadeia existe um consumidor, e histórias como a do Alessandro ajudam a mostrar as diferentes formas como a carne bovina está presente na alimentação. Por trás do alimento que chega ao prato existe uma cadeia inteira trabalhando para produzir uma carne de qualidade, com segurança e responsabilidade”, afirmou.
A experiência de Medeiros reúne dois universos distintos: a pecuária, atividade importante para a economia mato-grossense, e o esporte de alto rendimento. Sua trajetória também evidencia como escolhas alimentares individuais podem integrar a preparação de atletas que enfrentam provas de resistência extrema.
A dieta adotada pelo ultramaratonista, no entanto, corresponde à sua experiência pessoal e ao acompanhamento profissional que recebe, não sendo necessariamente indicada para todos os praticantes de atividade física.
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FONTE: RDNEWS







