Michelle Bolsonaro (PL), mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi eleita para uma das vagas do Distrito Federal no Senado. Esta foi a primeira eleição da ex-primeira-dama. Seus suplentes são Diego Torres (PL) e Cristian Viana (Podemos) —Diego é irmão dela e trabalhou como assessor especial no governo de São Paulo na gestão de Tarcísio de Freitas.
Michelle fez campanha ao lado de Bia Kicis, ex-deputada federal que também concorria a uma vaga no Senado pelo PL. As duas faziam parte da coligação “Propósito e ação” e apoiaram a candidatura de Flávio Bolsonaro, enteado de Michelle, à Presidência.
Neste ano, foram renovadas duas das três cadeiras de cada estado e do DF no Senado. A senadora Damares Alves (Republicanos), que tem mais quatro anos de mandato, é aliada de longa data da família Bolsonaro e Michelle e Kicis.
Conflitos na família
Em junho, antes de confirmar sua candidatura, um vídeo de Michelle acusando o enteado Flávio Bolsonaro de humilhá-la viralizou. Eram 27 minutos de acusações contra o atual candidato do PL. Flávio pediu desculpas e disse que nunca ofendeu ou teve intenção de ofender a madrasta.
Desde então, apesar a aparente reconciliação, Flávio e Michelle só gravaram um vídeo juntos durante toda a campanha. A estratégia dela foi mirar o eleitorado do DF, dividindo palanques com a governadora Celina Leão (Progressistas) e com candidatos a deputado distrital e federal.
Ex-primeira-dama ganha protagonismo
Natural de Ceilândia (DF), Michelle Bolsonaro nasceu em 1982 e conheceu Jair Bolsonaro em 2007, aos 25 anos, quando trabalhava como secretária na Câmara dos Deputados —época em que ele, então com 52 anos, exercia mandato como deputado federal. Os dois se casaram no mesmo ano, e Michelle mudou-se para o Rio de Janeiro com ele.
Com o fim do mandato presidencial de Bolsonaro, em 2023, Michelle assumiu a presidência do PL Mulher, braço do PL voltado para ampliar a participação feminina na política. À frente do cargo, ganhou projeção nacional ao cumprir agendas próprias pelo país e articular alianças regionais.
Ela deixou o comando do movimento após o desentendimento com Flávio —segundo nota do partido, saiu para se dedicar aos cuidados com o marido, que está em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
Durante a campanha, chegou a dizer: “Estou presa com meu marido, todo mundo sabe, tenho horário para sair e horário para voltar. Não é fácil ter que associar também uma campanha com os cuidados de casa e estar ali também dando todo apoio para ele, que está ansioso, oscila bastante”.
A briga ameaçou sua carreira política, mas hoje ela é a grande aposta do partido em especial junto ao eleitorado de mulheres e evangélicos. Sua campanha centralizou o discurso em pautas de costumes, defesa da família e valores cristãos.
Michelle declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de cerca de R$ 4,5 milhões, distribuído entre aplicações financeiras, além de um Volkswagen Fusca avaliado em R$ 30 mil.
FONTE: MIDIA NEWS
