Agricultora de Batatais denuncia golpe e diz que teve carro financiado por desconhecida no Rio Grande do Sul


Família de Batatais descobre carro usado como garantia em financiamento no RS
Uma agricultora de Batatais (SP) afirma ter sido vítima de um golpe em que o próprio carro foi negociado e financiado por uma desconhecida no Rio Grande do Sul, sem sua autorização.
Sônia Mani relata que descobriu o esquema quando um oficial de Justiça foi à sua casa para tentar apreender o veículo pela falta de pagamento das parcelas de um financiamento com um banco.
“Nunca vendi para ninguém, nunca financiei, nunca emprestei para ninguém. E eu achei muito estranho, porque a gente gosta das coisas muito certas, e foi muito constrangedor ter um carro, um policial e um guincho de frente à minha casa buscando um carro”, relata Sônia.
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no Whats
A vítima disse que conseguiu convencer o oficial a não levar o carro, procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência para que a suspeita de fraude e uso indevido de documentos seja investigada.
Ela afirma ter conseguido uma decisão favorável para desbloquear o veículo, mas o carro segue com restrições de venda e de uso.
Procurado pela EPTV, afiliada da TV Globo, o C6 Bank, instituição apontada pela vítima como responsável pelo financiamento, não tinha se posicionado sobre o caso até a última atualização desta notícia.
Moradora de Batatais diz ter sido vítima de golpe ao ter carro ‘vendido’ e financiado para um desconhecido sem sua autorização.
Reprodução/EPTV
O golpe do financiamento
A agricultora afirma que em agosto foi surpreendida em casa pela chegada de um oficial de Justiça, acompanhado por uma equipe da Polícia Militar.
A ordem de busca e apreensão havia sido emitida em razão da falta de pagamento das parcelas de um financiamento realizado em Canoas (RS) em nome de uma mulher que a moradora de Batatais, na região de Ribeirão Preto, garante jamais ter visto.
“Ele disse que o meu carro estava com busca e apreensão devido a um financiamento que foi feito lá em Canoas, Rio Grande do Sul, com uma pessoa que eu nunca ouvi falar o nome, e ela tinha financiado o meu carro e não tinha pagado nenhuma prestação. Então veio buscar meu carro aqui, sendo que eu nunca fui no Rio Grande do Sul”, conta Sônia.
Sônia Donizete Ribeiro Mani afirma ter sido vítima de golpe ao ter o próprio carro financiado por uma desconhecida no Sul do país.
Reprodução/EPTV
O veículo foi comprado à vista pelo marido de Sônia em 2020 e jamais foi levado para o Rio Grande do Sul, segundo a agricultora. Ao ser abordada pelo oficial de Justiça, a moradora apresentou a nota fiscal do automóvel e explicou que não havia vendido o bem nem recebido qualquer valor financeiro.
“Eu não deixei levar o carro, argumentei com o oficial de justiça, disse que eu tinha nota do carro, expliquei toda a situação para ele e para os correspondentes bancários. Eles mesmos chegaram à conclusão que eu estava falando a verdade”, afirmou.
De acordo com a vítima, a suposta compradora teria recebido R$ 70 mil por meio do contrato de financiamento para adquirir o veículo, comprometendo-se a pagar pouco mais de R$ 130 mil ao banco. No entanto, Sônia e o marido garantem que jamais assinaram a documentação nem receberam qualquer quantia.
“O banco também, o C6, entrou falando que foi tudo legalizado o documento, sendo que não. Como que foi legalizado? Não tem assinatura do meu marido, eu não recebi dinheiro deles. Eles não me pagaram nada, eu não recebi dinheiro nenhum. Então, como que eles podem alegar que está certo?”, questionou a agricultora.
Diante da situação, Sônia apontou a provável utilização de documentos falsificados para a consolidação da fraude. “Tanto é que não tem assinatura do meu marido em lugar nenhum, é tudo fraude isso daí.”
‘Não posso nem vender o carro’
A vítima contratou uma advogada, registrou a denúncia na Polícia Civil por meio do boletim de ocorrência e entrou com uma ação na Justiça. Em 22 de setembro, uma juíza aceitou um pedido para que o veículo fosse desbloqueado.
Apesar disso, a liberação não foi efetivada no sistema, mantendo o automóvel impedido de circular ou de ser vendido.
A restrição alterou a rotina da moradora, que depende do transporte para prestar assistência à mãe, de 92 anos. “Eu estou sem carro, eu não posso nem vender o carro, nem andar com o carro.”
A agricultora conta que precisou alugar um veículo. “Não é barato, eu já gastei R$ 15 mil só com aluguel. Eu já gastei mais um outro tanto com a advogada para agora entrar no processo, para provar uma coisa que é minha”, desabafou.
Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca
VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: Lapada Lapada

comando

Sair da versão mobile