O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou, neste sábado (10/10), uma notícia-crime à Polícia Federal (PF) e pediu a “inclusão formal” do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como investigado na Operação Sem Desconto, que apura descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.
O pedido foi apresentado depois da divulgação de e-mails obtidos pela PF que mostram uma conta identificada como “Flávio Bolsonaro” vinculada ao mesmo perfil de acesso bancário relacionado ao advogado Willer Tomaz, investigado na operação.
A vinculação foi desfeita em maio de 2025, cerca de um mês após o início da Sem Desconto.
Na representação, Lindbergh diz que os elementos justificam apurar uma eventual ligação financeira entre o senador e a estrutura atribuída pela PF a Willer, descrita pelos investigadores como um “hub financeiro, patrimonial e logístico”.
O petista pede quebra dos sigilos bancário e fiscal de Flávio e de seu escritório de advocacia.
Viagem de jatinho
O Metrópoles mostrou, em setembro, que Flávio viajou, em janeiro de 2025, em um jatinho que tinha entre os cotistas Willer e uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. O senador confirmou o voo e afirmou que sabia que a aeronave pertencia ao advogado, a quem já chamou publicamente de “meu amigo”.
Além da inclusão de Flávio entre os investigados, Lindbergh pede preservação de registros bancários, perícia nos e-mails apreendidos pela PF e envio de informações à Procuradoria-Geral Eleitoral para apuração de eventuais irregularidades relacionadas à campanha.
FONTE: Folha Max
