quarta-feira, outubro 28, 2026

Justia nega devolver Hilux de quadrilha presa pelo Gaeco por girar R$ 40 mi

Justia nega devolver Hilux de quadrilha presa pelo Gaeco por

 

O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jean Garcia de Freitas Bezerra, negou a devolução de uma Toyota Hilux apreendida na Operação Placebo, deflagrada em 2022 pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). As investigações apuram a atuação de uma organização criminosa especializada no desvio de cargas de fertilizantes.

De acordo com uma decisão do juiz, publicada na última quinta-feira (15), a esposa de um dos principais líderes da organização criminosa, identificado nas investigações como Maurício dos Reis, alegou que a caminhonete era de sua propriedade, e não do marido.

“Em síntese, sustenta a requerente ser a proprietária do veículo descrito na inicial, qual seja uma Toyota Hilux, que está localizado no pátio da Polícia Rodoviária Federal em Rondonópolis/MT, e que, caso seja mantido o sequestro, haverá alta probabilidade de deterioração do bem”, pede a esposa do suspeito.

Em sua análise, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra explicou que, além da Hilux ter sido apreendida na posse de um dos principais suspeitos da operação “Placebo”, também esclareceu que a caminhonete foi cedida pela PRF ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Governo Federal.

“Ao contrário do alegado pela requerente, o veículo não se encontra no pátio da PRF, porquanto foi acautelado provisoriamente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, nos autos do incidente, de modo que está sendo utilizado e mantido pela referida instituição, evitando-se, assim, a deterioração do veículo”, esclareceu o juiz.

Segundo as investigações do Gaeco, com auxílio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a organização criminosa subtraia os fertilizantes e revendia a receptadores. Integrantes da quadrilha se faziam passar por empresários, que “esquentavam” o produto, emitindo notas fiscais falsas como se eles tivessem fabricado ou revendido o produto.

Os fertilizantes eram subtraídos durante o transporte para os verdadeiros compradores e substituídos por “placebo”, materiais como sal grosso pintado com corante xadrez na cor vermelha, areia e varredura.

O prejuízo estimado provocado pela quadrilha gira em torno de R$ 40 milhões.

FONTE: Folha Max

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