O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) confirmou nesta terça-feira (11) que contará com o apoio político da ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli (MDB), na campanha ao Governo de Mato Grosso. O anúncio praticamente enterra a possibilidade de Rosana integrar a chapa do senador Wellington Fagundes (PL) como candidata a vice-governadora, posto para o qual era apontada como uma das favoritas nos últimos dias.
Durante coletiva, Pivetta afirmou que já alinhou o futuro político com a ex-prefeita e fez questão de destacar o peso da liderança dela no Nortão.
“A Rosana Martinelli esteve comigo, é uma liderança de Sinop, ex-prefeita de Sinop, é importantíssima e alinhamos o futuro juntos. Ela vai trabalhar conosco, fiquei muito honrado com ela. Aí vocês vão perguntar isso a ela [sobre se abandonou Fagundes]. Eu conversei com ela e nos conhecemos já fazem muitos anos. Nós fomos prefeitos ao mesmo tempo, ela de Sinop e eu de Lucas, e ela me conhece muito bem e eu conheço ela. É um prazer eu recebê-la no meu grupo”, declarou.
Pivetta também disse que a estratégia agora é ampliar a base política para a campanha eleitoral. “Nós vamos atrás de apoio, votos, nós vamos atrás. A partir de agora nós vamos começar a campanha e todo mundo que quiser nos apoiar, a gente aceita”, afirmou.
A declaração muda o tabuleiro político justamente no momento em que o PL buscava um novo nome para compor a chapa de Wellington Fagundes. Após desistir do empresário Marcelo Maluf (Novo), os principais cotados passaram a ser o médico Alencar Farina (PL) e Rosana Martinelli. Com o anúncio de Pivetta, a ex-prefeita praticamente deixa de ser opção para o grupo adversário.
Rosana ficou livre para negociar seu futuro político depois que o MDB desistiu de lançar chapa para deputado federal. Ela pretendia disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, mas viu o projeto ruir após o partido não conseguir formar uma nominata competitiva.
Há poucos dias, em vídeo divulgado nas redes sociais, a ex-prefeita lamentou a decisão do MDB e disse ter sido surpreendida pela mudança de rumo da sigla. “Eu vim para o MDB acreditando num projeto forte. A garantia que tínhamos era de uma chapa completa de deputados federais, um time preparado para defender o Mato Grosso lá em Brasília.”
Na mesma gravação, ela responsabilizou o partido pelo fim da candidatura.”Eu quero dizer algo bem claro para vocês. Eu não desisti. Quem não fez a chapa, quem não sustentou, foi o partido. Eles me obrigaram a adiar esse sonho, mas não destruíram o nosso projeto”, afirmava.
FONTE: Folha Max





