terça-feira, agosto 18, 2026

Defesa de Wellington denuncia Pivetta por calúnia após falas sobre elo com corrupção | Rdnews

Defesa de Wellington denuncia Pivetta por calúnia após falas sobre

Rodinei Crescêncio/Rdnews

O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), ingressou com uma notícia-crime contra o governador, Otaviano Pivetta (Republicanos). Ação acontece após o liberal ser alvo de ataques durante coletiva na sede do Palácio Paiaguás na semana passada, quando Pivetta, candidato à reeleição, citou possíveis casos de corrupção envolvendo Wellington. A representação da coligação “No Coração da Gente” foi formalizada nesta segunda-feira (17) no Tribunal Regional Eeleitoral (TRE-MT) e está sob a relatoria da juíza federal Juliana Maria da Paixao Araujo.  

À imprensa, Pivetta chamou Wellington de “negociador de emendas” e disse que o senado agiria como um “gerente” do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), distribuindo verbas. Para o chefe do Paiaguás, ao tentar se eleger governador, o senador quer “voltar a cena do crime”, já que possui um assessor delatado pelo ex-governador Silval Barbosa em esquema de corrupção. Pivetta mencionou nominalmente o ex-secretário da Sinfra Cinésio Nunes de Oliveira, que chegou a ser delatado pelo ex-governador Silval Barbosa. Cinésio, entretanto, não foi condenado.

Para a banca de advogados da coligação de Wellington – composta por Gilmar D’Moura, Mauricio Castilho e Leonardo Benevides – o governador colocou o liberal como integrante de grupo criminoso e à “mercantilização” do mandato parlamentar, imputando crimes sem qualquer comprovação. Assim, advogados entendem que houve a prática de propaganda eleitoral antecipada negativa.

“A ofensa à honra, ao lado da equivalência semântica, autoriza reconhecer a propaganda antecipada negativa, e as duas portas foram abertas pela mesma fala. O que se tem, contudo, vai além da desqualificação, porque atribuir a alguém “roubalheira” e o retorno à “cena do crime”, bem como “negociador voraz de emendas”, é imputar fato definido como crime”, diz trecho da representação.

A defesa quer providência junto à Justiça Eleitoral e à Superintendência Regional da Polícia Federal para instauração de inquérito policial eleitoral. Wellington nega as acusações e tem chamado Pivetta de “falastrão”, já que não apresenta nenhuma prova sobre tais irregularidades.

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FONTE: RDNEWS

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