terça-feira, outubro 13, 2026

Alvo da ‘Mfia do Chicote’, vendedor de jias investigado por golpes em MT, MS e SC

Alvo da 'Mfia do Chicote', vendedor de jias investigado por

 

Vítima da “Máfia do Chicote”, o vendedor de joias L.J.E.S possui 11 boletins de ocorrência registrados na Polícia Civil em seu desfavor por crimes de estelionato. A maioria das vítimas é de Mato Grosso, mas há registros de supostos golpes em Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. 

L.J.E.S comprou uma corrente de ouro, com fecho cravejado de diamantes no valor de R$ 50 mil, do empresário Rafael Geon de Souza, mas não efetuou o pagamento pela joia. O empresário então teria contratado o grupo de “cobradores”  para resolver o problema e no dia  de maio deste ano o vendedor foi espancado por quatro homens, identificados como Sérgio da Silva Cordeiro, José Augusto Figueiredo e Benedito Luiz Figueiredo e Guilherme Augusto Ribeiro.

Toda a agressão foi filmada e divulgada nas redes sociais. Após a sessão de espancamento, o pai da vítima procurou a delegacia e denunciou o crime.

Contudo, temendo por sua vida, a vítima não quis representar contra os agressores muito menos contra o suposto mandante. Apesar da negação, a Polícia Civil abriu investigação sobre o grupo e na última semana deflagrou a Operação Piraim, que culminou na prisão de Rafael Geon de Souza e de Bruno Rossi, por supostamente terem contratado os agressores. 

O que chama a atenção é que no dia 11 de maio, seis dias após ter sido agredido, uma equipe de investigação da Polícia Civil sugeriu um mandado de busca e apreensão nos endereços de L.J.E.S., pelos crimes de estelionato. Conforme a investigação, sete foram registrados em 2023 e as vítimas são de várias regiões, sendo cinco de Cuiabá, duas de Rondonópolis, uma de Sinop, e outra de Marcelância.

Além disso, há também uma vítima em Brusque (SC) e outra em Campo Grande (MS). “Verifica-se pela leitura dos boletins de ocorrências, em suma, que o suspeito passando-se por empresário do ramo de fabricação, compra e vendas de relógios e joias persuadi as vítimas a entregar seus bens e posteriormente toma posse para si, integralmente ou parcialmente dos bens e valores negociados”, diz o documento obtido pela absoluta exclusividade pelo FOLHAMAX. 

Além disso, os investigadores identificaram que o endereço de sua loja de joias física não fica no endereço mencionado na internet ou redes sociais, bem como sua esposa possui duas empresas, sendo uma do ramo de varejo e fabricação de artigos de joalheria e ourivesaria, mesmo ramo do seu companheiro. “Portanto, sugerimos que sejam realizados diligências e medidas judiciais complementares objetivando cessar a atividade criminosa do suspeito e localização de provas, bens e dinheiro subtraídos das vítimas”, traz o relatório dos investigadores. 

Até o momento, três dos quatro agressores não apresentaram à delegacia. Bruno Rossi teve a prisão convertida em preventiva e Rafael Geon passou por audiência de custódia e foi liberado com medidas cautelares.

FONTE: Folha Max

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