Em entrevista à Rádio Capital FM nesta terça-feira (6), o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) comentou sobre a situação envolvendo seu aliado político Neri Geller (PP), cassado e que se tornou inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral em 23 de agosto. O gestor disse tratar de uma situação lamentável e se solidarizou com o deputado federal e candidato ao Senado, que faz parte da chapa da primeira-dama da Capital e candidata ao Governo de Mato Grosso, Márcia Pinheiro (PV).
Como coordenador-geral da campanha da esposa, Pinheiro disse que o imbróglio acaba a afetando, além de ser “lamentável”. Além disso, ponderou que talvez o problema esteja na celeridade da legislação eleitoral.
“Eu acho até que é uma questão de legislação. A Legislação Eleitoral é tão criteriosa nos calendários e nos prazos que esquece-se de calendário de habilitar em tempo hábil o candidato ou o pré-candidato à disputar as eleições. Você pega um processo da eleição passada e ele é julgado no momento em que você é lançado ou está pronto para começar uma campanha, um cargo maior, uma missão maior? Neri vem se preparando há dois anos para ser candidato a senador em Mato Grosso”, pontuou .
Pinheiro disse que sugeriu ao filho, deputado federal e candidato à reeleição, Emanuelzinho (MDB) que propusesse no Congresso Nacional uma alteração na Legislação Eleitoral para que processos de pré-candidatos da eleição anterior e do ano vigente fossem julgado até dia 1° de julho do ano eleitoral.
“Não é culpa da justiça eleitoral é de lesgilação eleitoral, digo até que é do Congresso Nacional. O Congresso Nacional tem que estabelecer a Justiça Eleitoral deve deverá julgar em última instância ou pelo menos em segunda instância todos os processos dos pré-candidatos da eleição passada e pré-candidatos da desse ano até 1° de julho do ano eleitoral porque aí você tem um prazo. Porque ai se você tiver um problema como o Neri teve cê não vai ter no começo da campanha, depois que lançou sua candidatura”, explicou.
Emanuel destacou que o imbróglio afeta a camapanha de Márcia, uma vez que não consegue desempenhar a agenda em conjunto com Geller, pois ele precisa tratar de assuntos jurídicos. O prefeito citou que o assunto foi, inclusive, reunião entre ele, o próprio Neri e seu coordenador de campanha, o senador Carlos Fávaro (PSD).
Na manhã desta terça, o juiz Fábio Henrique Rodrigues de Moraes Fiorenzo, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT), apresentou parecer favorável ao indeferimento da candidatura de Geller. No entanto, em seguida o julgamento foi suspeso logo após a leitura do parecer devido um pedido de vista do juiz Abel Sguarezi.
FONTE: Folha Max
