Aps tentar ‘golpe da barriga’ em deputado, engenheira condenada por ameaar namorada

 

A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT) condenou a engenheira ambiental Nilza Ramos Pires a 1 mês e 22 dias de prisão pelo crime de ameaça. Ela teria “jurado de morte” uma pedagoga com quem teve um relacionamento amoroso, no ano de 2017, em Cuiabá.

Os magistrados seguiram por unanimidade o voto do desembargador Juvenal Pereira da Silva, relator de um recurso de apelação ingressado pela defesa da engenheira ambiental. A sessão de julgamento ocorreu na tarde desta quarta-feira (30).

De acordo com o processo, Nilza Ramos Pires teve um breve envolvimento com a pedagoga no ano de 2017, porém, quando o relacionamento chegou ao fim, ela passou a perseguir e ameaçar a vítima, inclusive no seu local de trabalho. “A acusada passou a lhe perseguir e a lhe ameaçar, indo em seu local de trabalho e a procurando em seu condomínio, provocando gritaria e constrangimento, expondo perante vizinhos e colegas de trabalho, toda a sua intimidade, transformando sua vida num inferno”, diz trecho da denúncia.

Em seu voto, o desembargador Juvenal Pereira da Silva concordou com a ocorrência de perturbação e ameaça, dizendo que as provas nos autos eram “claras”. A pena será cumprida em regime aberto.

“GOLPE DA BARRIGA”

Nilza Ramos Pires é velha conhecida da Justiça e também dos meios de comunicação. No início de 2021, o deputado federal Neri Geller (PP) registrou um boletim de ocorrência contra a engenheira ambiental acusando-a de “chantagem”.

O boletim registrado por Geller revela uma “trama sórdida”, onde o deputado federal conta que conheceu Nilza Ramos Pires em março de 2020 e que passaram a trocar mensagens pelo Whatsapp. Ambos teriam tido um encontro amoroso, em Cuiabá – onde o parlamentar sustenta ter sido o único entre o casal.

Posteriormente ao “encontro”, Neri Geller conta que foi informado pela própria Nilza de que ela estaria grávida. No boletim de ocorrência o deputado federal garantiu que iria assumir a paternidade da criança, se realmente fosse seu filho, uma vez que no momento estava “livre e divorciado”.

Em seguida, porém, a mulher teria entrado em contato novamente com o parlamentar, dizendo que sofreu um “aborto”, e que Geller foi o responsável pela perda do bebê. Desde então, segundo o deputado federal, seu “affair”, juntamente com o ex-marido de sua atual esposa, Marcio Hister, passaram a realizar supostas “ameaças, extorsões, coações, chantagens e demais crimes”.

Geller narra que seu filho e sua companheira também acabaram envolvidos, e que o plano teria tido apoio de sua própria ex-esposa, a empresária Judite Maria Piccini.

FONTE: Folha Max

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