Alvo da PF, farmacutica ganha liberdade para cuidar de criana

 

Presa durante a deflagração da Operação Hermes (Hg) pela Polícia Federal e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a farmacêutica Bruna Damasceno Veggi foi libertada no início da noite de quinta-feira (1º). Ela havia sido detida em cumprimento de um mandado de prisão temporária, pela suspeita de integrar uma organização criminosa que comercializava mercúrio de forma ilícita, gerando um prejuízo estimado em R$ 1,1 bilhão ao erário. 

Bruna foi liberada após prestar depoimento aos policiais federais e agentes do Ibama. Ela chegou a ir para o presídio, mas acabou liberada já que ela cuida de uma criança pequena. Foram cumpridas ainda, em Cuiabá, três prisões preventivas e outras cinco prisões temporárias, de cinco dias. Foram presos preventivamente Arnoldo Silva Veggi, Edgar dos Santos Veggi, Ali Veggi Atala, Edilson Rodrigues de Campos e Patrike Noro de Castro.

De acordo com a decisão da juíza Raquel Coelho Dal Rio Silveira, da Primeira Vara Federal de Campinas, eles seriam os responsáveis pela empresa J. S. Torres, registrada em nome de Jhenyfer Silva Torres, que seria uma laranja utilizada pelo Grupo Veggi e até mesmo beneficiária do Bolsa Família. Segundo as investigações, Arnoldo Silva Veggi teria por função a organização da parte operacional e política do esquema.

Edgar dos Santos Veggi seria o responsável financeiro. Ali Veggi Atala cuidaria da parte técnica, considerando ter formação em Química e Edilson Rodrigues de Campos atuaria na movimentação e parte operacional. Por sua vez, o DJ Patrike Noro de Castro, que já chegou a ser preso por tráfico de drogas, é um dos dois únicos empregados registrados na J.S. Torres.

Os mandados de prisão temporária, de cinco dias, foram cumpridos contra André Ponciano Luiz, Anderson Ferreira de Farias, Marcelo de Queiroz Machado, Antônio Carlos Costa de Almeida, Nilson Pereira Gomes, Wagner Fernando Gonçalves, Felix Lopez Bress, Bruna Damasceno Veggi e Edy Veggi Soares. A magistrada justificou a medida apontando que a mesma é para evitar a troca de informações e a destruição de provas

Operação Hermes (Hg)

A Operação Hermes (Hg), segundo a PF, tem o objetivo de apurar e reprimir crimes contra o meio ambiente, comércio ilegal de mercúrio, organização e associação criminosa, receptação, contrabando, falsidade documental e lavagem de dinheiro, em sete estados da Federação. Os fatos em apuração estão intrinsecamente relacionados ao contrabando e acobertamento de mercúrio, produto destinado ao abastecimento de garimpos em estados da Amazônia Legal (Mato Grosso, Rondônia e Pará).

Esta é a maior operação de desarticulação de uso ilegal de mercúrio da história. Entre as medidas judiciais em cumprimento pela Polícia Federal, determinadas pela Primeira Vara Federal em Campinas, estão cinco mandados de prisão preventiva, nove mandados de prisão temporária de até cinco dias, 49 mandados de busca em municípios nos estados do Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rondônia, incluindo residências, sedes de empresas, depósitos e áreas de mineração.

Além dos mandados, também foram determinados o sequestro e indisponibilidade de bens dos investigados em montante superior a R$ 1,1 bilhão, correspondente ao valor calculado de prejuízo ao erário. A operação engloba, ainda, de forma concomitante, a fiscalização de áreas de mineração pelo Ibama, com a possibilidade de aplicação de multas, suspensão de atividades e embargos, assim como a apuração de condutas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas com a importação e comércio de mercúrio, recicladoras de resíduos e mineradoras de ouro com sedes em municípios nos estados de Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso e Pará.

FONTE: Folha Max

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